O regresso de Leonardo DiCaprio ao Oscar

Para ver no cinema: O REGRESSO (The Revenant)
Nota 8

regresso

Não tem como falar sobre “O Regresso” sem destacar, logo de cara, o trabalho do excepcional ator Leonardo DiCaprio. Esta é sua quinta indicação ao Oscar e ele já virou até piada por nunca ter ganhado o prêmio — mesmo com atuações admiráveis em “Gilbert Grape”, “O Aviador”, “Diamante de Sangue” e “O Lobo de Wall Street“. Sem falar de outras performances incríveis, que nem sequer levaram indicações, como em “J. Edgar”, “Ilha do Medo”, “A Origem”, “Prenda-me se for Capaz”, “Gangues de Nova York” e até mesmo “O Despertar de Um Homem”, quando ele tinha apenas 19 anos e já surpreendia.

Apesar de tantos papéis memoráveis, DiCaprio afirmou que este personagem de “O Regresso” foi o mais difícil de sua carreira. Ele praticamente nada fala no filme todo e segura quase todas as principais cenas sozinho, mas, mesmo assim, encarna com perfeição sentimentos muito intensos como a dor e o ódio.

Se desta vez ele não levar o prêmio de melhor ator do Oscar podemos desacreditar de vez a justiça da premiação. É dele e só dele.

Tom Hardy, que faz o inimigo mortal do personagem de DiCaprio, foi nomeado melhor ator coadjuvante. O longa também concorre na principal categoria — melhor filme –, além de melhor direção (do premiado no ano passado por “Birdman“, Alejandro González Iñárritu), melhor fotografia (do premiado nas duas últimas edições do Oscar, por “Birdman” e “Gravidade“, Emmanuel Lubezki), melhor edição, design de produção, figurino, maquiagem, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais.

Reparem que são muitas categorias técnicas e o melhor roteiro não está entre elas. Isso porque consigo resumir as duas horas e meia de filme em duas frases. Ou em um trailer de 2 minutos, como o que vocês veem ao pé.

O que quero dizer é que o filme brilha pela atuação de seus atores principais, pelo cenário que remonta ao século 19, pela fotografia que explora muito bem as paisagens de neve filmadas nos Estados Unidos, no Canadá e no Sul da Argentina. Mas há pouca história. A escassez de diálogos torna ainda mais longa a jornada, que bem poderia ter sido resumida em uma hora e pouco.

Mesmo assim, o resultado ultrarrealista nos insere numa batalha gelada da colonização dos Estados Unidos, com todas aquelas lutas entre “caubóis” e indígenas, que acho que eu nunca tinha visto, desta forma, no cinema. Vale a pena assistir, nem que seja para aproveitar mais uma atuação história de DiCaprio — que, desta vez, espero que seja finalmente recompensada.

(Alguém mais está ansioso para ouvir o discurso de ganhador dele?)

Veja o trailer do filme:

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