Um filme para quem gosta de DRs intermináveis

Veja se estiver com tempo sobrando: STEVE JOBS
Nota 5

jobs

O filme cobre um período de 16 anos da vida de Steve Jobs, cofundador da Apple. Mas não mostra as coisas acontecendo: elas são contadas para nós, telespectadores, por meio de discussões infindáveis, divididas basicamente em três loooongas cenas. São discussões — em grande parte fictícias — que aconteceram logo antes de três lançamentos importantes da Apple, em 1984, 1988 e 1998.

Jobs, interpretado por Michael Fassbender (“12 Anos de Escravidão”), discute com seu parceiro Steve Wozniak (interpretado pelo normalmente pastelão Seth Rogen), com o ex-CEO da Apple John Sculley (Jeff Daniels), com o desenvolvedor Andy Hertzfeld (Michael Stuhlbarg), com a diretora de merketing Joanna Hoffman (Kate Winslet) e com a mãe de sua filha, Chrisann Brennan (Katherine Waterston, de “Vício Inerente”).

Nessas discussões, sempre em cenários parecidos, ficamos conhecendo as histórias por trás do desenvolvimento do Mac, da fundação da Apple, das brigas internas que levaram à demissão de Jobs etc. Mas não vemos nada se desenrolar diante de nós: é como se estivéssemos ouvindo alguém contar como foi, sem ver, e sempre em tom de DR. Para ficar em um exemplo, os primeiros 50 minutos de filme se passam num mesmo cenário desses, com uma mesma discussão, longuíssima. [Bocejos].

Alguém pode achar que esse formato de roteiro, priorizando os diálogos gigantescos, é inovador e interessante. Eu achei um tédio. E mais: achei confuso para quem não conhecesse previamente as histórias por trás do arrogante Steve Jobs (por exemplo, para quem ainda não tivesse visto o filme “Jobs“, de 2013, em que o “gênio” é interpretado por Ashton Kutcher). Pisada de bola do diretor Danny Boyle, que ficou mundialmente famoso com um filme de muitas histórias e aventuras, “Quem Quer Ser Um Milionário?“.

Só não dou nota zero para o filme por causa da ótima atuação de seus atores (afinal, precisam ser realmente muito bons para sustentar duas horas de filme só com diálogos intermináveis), sendo dois deles concorrentes ao Oscar deste ano: Fassbender e Kate Winslet. E porque, em meio a essa barafunda de conversas chatas, gostei da abordagem que foi pensada para contar a relação entre Jobs e sua filha, Lisa. Finalmente um lado humano de Steve Jobs, que tem trabalho até em seu nome.

Veja o trailer do filme:

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