Um sonho: entender o sentido da vida

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Não dá para ter tudo na vida: dinheiro, prestígio social, emprego certo, segurança, amor e felicidade. Muitas vezes, para se alcançar um desses sonhos, há que se abrir mão de outros, às vezes de todos os outros.

É mais ou menos sobre isso o livro clássico de Somerset Maugham. Seu personagem principal é o que parte em busca da felicidade, que tem a ver com seu sentimento de tranquilidade no mundo, o fim de suas inquietudes, uma maior compreensão das coisas e uma definição própria do que seria deus. Para ele, é preciso haver um sentido na vida para que ela seja plenamente feliz.

Se fosse só sobre ele, seria um livro altamente filosófico, mas Maugham é um retratista maravilhoso da sociedade em que ele vivia, descreve diálogos como ninguém e é mestre em criar personagens. Por isso, “O Fio da Navalha” é muito mais. Seus personagens periféricos — que buscam os outros tipos de sonhos — são altamente irônicos e mostram a decadência da aristocracia européia, o crescimento da burguesia norte-americana e as consequências da depressão norte-americana após o crack da Bolsa de Nova York, em 1929.

Assim, temos um livro de várias histórias intrincadas, sobre personagens que convivem a todo instante, tendo como pano de funo o período do entre-guerras. Sempre com uma pitada autobiográfica do excelente escritor que é Somerset Maugham, de quem eu já tinha lido “Servidão Humana”.

Li “O Fio da Navalha” em uma semana e já estou doida para ver os filmes que foram adaptados dele — pelo menos o último, de 1986, estrelado por Bill Murray. E recomendo que essa viagem pelo autoconhecimento esteja na mesa de cabeceira de todos.

O Fio da Navalha (Original: The Razor’s Edge, de 1944)
W. Somerset Maugham
Ed. Globo
317 páginas
A partir de R$ 2 (usado)

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3 comentários sobre “Um sonho: entender o sentido da vida

  1. “Seu personagem principal é o que parte em busca da felicidade, que tem a ver com seu sentimento de tranquilidade no mundo, o fim de suas inquietudes, uma maior compreensão das coisas e uma definição própria do que seria deus.”

    Pronto, já quero!! 😀 Obrigado pela ótima dica, Cris!

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