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A ineficácia da política pública

Quatro meses e meio depois que registrei um protocolo junto à BHTrans, pedindo uma providência para o descaso com os pedestres em uma rua perto da minha casa, recebi uma resposta deles.

Falei sobre o protocolo em um post aqui do blog, prometendo fazer um segundo post assim que recebesse um retorno. Vocês podem lê-lo AQUI.

Pois bem, eis a resposta:

“Informamos que sua solicitação foi encaminhada para a área responsável, que nos apresentou o seguinte parecer: “A Rua XXX é uma via coletora com grande fluxo de veículos, inclusive de linhas convencionais de transporte coletivo. A via está bem sinalizada contando, inclusive com placas de “Velocidade Máxima Permitida – 30km/h”. As faixas de pedestres que existem na via estão situadas nos cruzamentos onde há semáforo. Na situação da Rua XXX não há segurança para pedestres quando são implantadas faixas de pedestres sem o semáforo. A travessia dos pedestres é feita de forma aleatória ao longo da via não havendo pontos específicos que apresentem grande demanda que justifique a implantação de semáforo.” Atenciosamente, Gerência de Atendimento ao Usuário”

Decepciona que os técnicos tenham verificado que a rua não comporta faixas de pedestre sem semáforo, mas que não tenham apresentado nenhuma solução alternativa para o fato de os pedestres terem que se deslocar por 550 metros para fazerem uma travessia com segurança (radar, elevado, quebra-molas, redutor de velocidade, tijolinho, piso diferente, faixa com semáforo de pedestre, semáforo, semáforo de piscar, dentre tantos outros).

Decepciona que tenham verificado a existência de placas sobre velocidade máxima permitida de 30 km/h, mas não tenham constatado que, sem semáforo por tantos metros, os carros simplesmente sobem aquela via a uma velocidade imensamente maior que o limite.

Decepciona também que tenham ignorado os pontos de grande fluxo de pedestres, como o trecho com ponto de ônibus bem no meio do quarteirão (e bem distante da única faixa de pedestres disponível).

Por fim, decepciona que tenham levado quase cinco meses para fazer essas constatações incompletas e que não solucionam a questão, sem oferecerem alternativa.

Mas, como eu disse no outro post, cá estou com meu protocolo. No dia que houver o acidente ou atropelamento prenunciados, serei a primeira a divulgar por todos os meios o gritante “eu avisei”.

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

2 comentários em “A ineficácia da política pública Deixe um comentário

  1. A BHTrans é vergonhosa. Minha mãe mora em uma casa de esquina e o cruzamento é bem perigoso. Os moradores já pediram reforço na sinalização, e nada. No último acidente que aconteceu lá, um dos carros derrubou a placa de “Pare”. Minha mãe ligou para a BHTrans e a pessoa que atendeu mandou ela recolher a placa e guardar para quando a equipe técnica pudesse ir lá. Não sei se já apareceram, mas pelo menos um mês eu tenho certeza de que a rua ficou sem sinalização.

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