
Outro dia li um editorial da Folha que criticava os shoppings e empreendimentos mais parecidos com “bunkers”, fechados para a rua. São agressivos e tornam cidades como São Paulo pouco convidativas para os passeios a pé.
Acho que Belo Horizonte, ao menos em suas regiões centro e sul, ainda é muito convidativa para o deleite dos pedestres, para as longas caminhadas. Afinal, é uma cidade arborizada (muito mais que São Paulo), com mais canteiros centrais ajardinados, com mais sombras, com muitos bares (cheios de vida), com muitas casinhas remanescentes até em bairros antigos. E muita gente ainda caminhando nas ruas.
Mas, infelizmente, Beagá também caminha para se tornar uma São Paulo. Basta ver os últimos shoppings construídos. O fim das galerias. A descaracterização da Praça da Savassi. Até o alardeado fim do tradicionalíssimo Bolão!
Pra mim, um exemplo claro de que Beagá está se fechando e se tornando uma concretude amarga e nada convidativa são os novos prédios do Minas Tênis Clube. Após mais de quatro anos de obras, a reforma e ampliação do prédio onde antes havia um restaurante e sala de jogos e outras partes do clube está para terminar (a previsão, que ainda está no site, era de terminar até 2011, mas deve, mais uma vez, atrasar, para meados do ano que vem).
[Atenção, colegas mineiros: isso é pauta de cidades!!]
Hoje estávamos observando o novo prédio, que já perdeu até os andaimes. Eu posso não entender muito de arquitetura e urbanismo, mas sou capaz de apostar uma bolada como 9 em cada 10 arquitetos sérios condenariam aquela estrutura. É um caixote! Com grades! Parece uma prisão com, no centro, uma redoma que lembra alto-fornos de indústrias siderúrgicas! Uma monstruosidade fechada em mil paredes, sem janelas, sem aproveitamento da luz solar, sem vidros, sem nenhum verde. E bem ao redor da nova piscina, o que deve, para piorar, prejudicar a entrada de sol para quem vai ao clube, ora vejam, tomar sol!
Com a palavra, Serapião e outros bons arquitetos mineiros.





Deixe uma resposta