10 pontos positivos das universidades públicas brasileiras

Reitoria da UFMG. Fotos: Wikimedia

O texto abaixo foi escrito por Douglas Garcia, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e colaborador frequente deste blog. Ele tem graduação na USP, mestrado e doutorado na UFMG e pós-doutorado na UERJ.

“Em três Estados diferentes, sou testemunha da seriedade e do tamanho do trabalho das universidades públicas neste país”, afirma o professor. Confira seu texto sobre o assunto do dia – quiçá do ano, ou da década, dependendo do estrago irreversível que este governo Bolsonaro causar sobre a educação no Brasil:

 

Se você tem um filho ou uma filha, provavelmente deseja que, quando crescer, ele ou ela estude em uma universidade pública. Se você mora em Minas Gerais, desejará que faça UFMG, UFOP, ou alguma das outras universidades públicas do Estado. Se mora em São Paulo, vai querer que faça USP, UNICAMP, ou outra das universidades públicas do Estado. O mesmo em todos os outros Estados brasileiros. Está na hora de chamar a atenção para as (muitas) coisas que fazem da universidade pública brasileira um bem público, um patrimônio de todos os brasileiros – e das gerações futuras, também. Aqui vão 10 pontos para a gente se lembrar disso:

#1. Melhor ensino

As universidades públicas brasileiras são, de fato, as melhores no ensino, segundo todos os rankings, como o da Folha de S.Paulo, do Guia do Estudante Editora Abril e do MEC.

#2. Pesquisa científica

As universidades públicas, de fato, fazem a grande maioria da pesquisa científica do país, segundo todos os rankings oficiais.

Biblioteca central da UFMG.

#3. Apoio na produção agropecuária

As universidades públicas, através de suas pós-graduações, vêm há décadas fornecendo apoio decisivo ao aumento de produtividade agrícola brasileira, por meio do excelente trabalho feito pela Universidade Federal de Lavras, pela ESALQ /USP, entre muitas outras.

#4. Pesquisa na saúde

As universidades públicas fazem pesquisa de ponta em áreas decisivas para a saúde da população brasileira, como medicina, farmácia e biotecnologia, com resultados em produtos, e custos muito mais baixos do que os envolvidos em importação de produtos finais similares.

#5. Preservação ambiental do país

As universidades públicas fazem pesquisas que ampliam o conhecimento da fauna e da flora brasileiras, contribuindo decisivamente para a sua preservação, não só através dessas pesquisas, mas também de ações diretas de preservação ambiental.

Portaria da Estação Ecológica da UFMG.

#6. História e cultura brasileiras

As universidades públicas fazem pesquisas que ampliam o conhecimento do passado do Brasil, permitindo entender melhor a forma atual da cultura brasileira, e, assim, uma valorização maior desse legado.

#7. Políticas públicas e desenvolvimento econômico

As universidades públicas fazem pesquisas que mapeiam as carências e as potencialidades das diversas regiões do país, permitindo formular políticas públicas que estimulem o desenvolvimento econômico de cada região.

#8. Hospitais públicos e formação médica

As universidades públicas mantêm grande número de hospitais universitários, os HCs, que realizam milhões de atendimentos por ano, inclusive tratamentos de alta complexidade. Nesses hospitais é feita a formação prática de boa parte dos médicos formados no Brasil.

Hospital das Clínicas da UFMG. Foto: Eber Faioli/UFMG

#9. Parcerias com outros países

As universidades públicas brasileiras realizam grande parte do intercâmbio com pesquisadores das principais universidades do mundo, através de congressos, missões de pesquisa e parcerias com grupos de pesquisa estrangeiros, o que permite que a atualização científica nas diversas áreas seja constantemente mantida.

#10. Ajuda para as comunidades mais carentes

As universidades públicas atendem, de fato, as diversas camadas de renda da população, tornando possível a ampliação de horizontes educacionais, econômicos e sociais tanto para o seu público estudantil, quanto para as comunidades das cidades onde estão instaladas.

 

Em resumo, cidades com universidades públicas têm maiores recursos e oportunidades em saúde, comércio, turismo, educação e desenvolvimento humano.

Se você tem filhos, apoie a universidade pública brasileira. Se não tem, apoie também. As gerações futuras agradecem.

 

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LEMBRETE: Amanhã é dia de manifestações e greve geral contra as sandices do MEC do governo Bolsonaro!

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Pra quem não sabe do que se trata, vale ler AQUI o texto do grande Ricardo Kotscho a respeito.

Trechinho:

“Jair Bolsonaro, presidente da República, em discurso na sexta-feira, em Brasília, ao anunciar o apocalipse:

“Talvez tenhamos um tsunami na semana que vem, mas a gente vence o obstáculo com toda a certeza”.

Nunca vi presidente anunciar desgraças em lugar de projetos, mas o capitão olavista chegou atrasado, mais uma vez.

O tsunami que está destruindo o país, na verdade, já chegou, tem mais de quatro meses, e o nome dele é Bolsonaro.

Começou no dia da posse e foi destruindo, uma a uma, as instituições nacionais, o Estado de Direito, as conquistas sociais e os direitos dos trabalhadores.

A que obstáculo se refere o presidente? O olho do furacão está no Palácio do Planalto.

O obstáculo só pode ser o povo brasileiro, que acordou e começa a se mobilizar para deter este tsunami.

Já tem até dia marcado: 15 de maio, quarta-feira próxima.

Os sindicatos nacionais de professores e funcionários das universidades federais e a União Nacional dos Estudantes se mobilizaram para promover o Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação, com protestos em todo o país.”

Bora lá todo mundo? Ou você é a favor do corte absurdo, que coloca em risco até o funcionamento das universidades mais importantes do país?

A Folha de S.Paulo divulgou locais e horários das manifestações em várias cidades do país, anote aí:

AMAPÁ

Macapá: Praça das Bandeiras, às 15h

AMAZONAS

Manaus: Entrada da Ufam, a partir das 7h, e às 15h no centro da cidade

CEARÁ

Fortaleza: Praça da Bandeira, às 8h

DISTRITO FEDERAL

Brasília: Museu da República, às 10h

GOIÁS

Goiânia: Praça Universitária, às 14h

MARANHÃO

São Luís: Espaço de Vivência da UFMA, às 10h30

MATO GROSSO

Praça Alencastro, às 14h

MINAS GERAIS

Belo Horizonte: Praça da Estação, 9h30

Diamantina: Largo Dom João, 15h

PARANÁ

Curitiba: Praça Santos Andrade, 9h

RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro: Candelária, 15h

RIO GRANDE DO SUL

Caxias do Sul: Praça Dante Alighieri, às 16h30

Porto Alegre: Faculdade de Educação da UFRGS, às 18h

Viamão: centro da cidade, às 16h

SANTA CATARINA

Chapecó: Praça Coronel Bertaso, às 9h30

Florianópolis: Largo da Alfândega, 15h

SÃO PAULO

Campinas: Largo do Rosário, às 10h30

São Carlos: Praça Coronel Salles, às 9h

São Paulo: vão do Masp, na avenida Paulista, às 14h

Sorocaba: Praça Coronel Fernando Prestes, às 9h


Se fizer fotos das manifestações, não deixe de me enviar 😉

Leia amanhã: 10 pontos positivos das universidades públicas brasileiras


Leia também:

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