Samuel Brandão, o Junim

Conversei com o Samuel Brandão e ele contou o que fez nos últimos 20 anos, desde o lançamento do filme “O Menino Maluquinho”, e relembrou a época das gravações. Leia abaixo (e CLIQUE AQUI se quiser ler sobre os outros personagens).

Foto: arquivo pessoal de Samuel Brandão

Foto: arquivo pessoal de Samuel Brandão

Blog da Kika –  Nesses 20 anos você chegou a trabalhar com cinema/atuação em algum outro momento?

Samuel Brandão – Participei dos dois filmes e fiz alguns espetáculos teatrais quando criança: os títulos mais famosos teriam sido “A História sem Fim” e “Família Adams”. Ah, pequenos comerciais também. Fiz faculdade de Teatro na UFMG, me formei em 2009 e 2008 fiz um intercâmbio em Bolonha para estudar teatro. Durante a faculdade fiz alguns espetáculos, a maior parte em âmbito Acadêmico.

Blog – Fale um pouquinho da sua trajetória profissional.

Samuel – Acabo de concluir a graduação em Ciência da Computação na Universidade de Milão. Já são 4 anos que moro aqui. Comecei a trabalhar com computação um pouco como hobbie e diversão, desde meus 11 anos, mais ou menos (dos 17 em diante virou trabalho mesmo). Após alguns anos como freelancer, resolvi procurar um caminho linear de formação: visto que tudo que havia aprendido naquela área tinha sido como autodidata, sentia que minha visão era incompleta. Apesar de ter me formado em teatro, a computação me sustentava financeiramente desde muito cedo, e, além disso, sempre me fascinou muito. Atualmente trabalho em uma empresa bacana em Milão, coordenando uma pequena equipe de desenvolvedores. O legal é que é uma equipe internacional e há, inclusive, uma outra brasileira.

Blog – Com quantos anos está? Fale sobre outras coisas da sua vida.

Samuel – 29 anos, nunca me casei mas cheguei a morar com uma pessoa por um tempo. Não deu certo e nos separamos. Atualmente em um relacionamento a distância, já são três anos. A distância é difícil, mas funciona bastante bem (sim, é possível! E os segredos principais estão todos no google hehehe). No mais, curto viajar, mas nos últimos anos não tem dado tanto tempo, visto que estive o tempo todo em uma dinâmica de estudo-trabalho-estudo. Jogo bola, quero voltar a praticar Squash e adoro pedalar. Curto cozinhar — meu pecado favorito é a gula — #vaigordinho!

Blog – Já morou em outros lugares antes de Milão?

Samuel – Morei a vida quase toda em BH, até vir pra Milão 4 anos atrás. Ah, mas nasci em Brasília, apesar de que meus pais se mudaram pra BH quando eu tinha menos de um ano. A todos os efeitos, me considero de “belzonte”.

junin

Blog – Tem alguma lembrança divertida/curiosa sobre a época de gravações do filme? Algo dos bastidores que aconteceu com você e pouca gente sabe?

Samuel – Nas filmagens que aconteciam no sítio perto de Tiradentes (cenas com os avós/do futebol), houve um dia em que fiquei no hotel jogando sinuca. E tinha ficado simplesmente pelo fato de ninguém ter me chamado. Por volta de 15hs encontrei um pessoal na recepção que perguntou “Ué, Junim, que que vc ta fazendo aqui?”. Eu, sem saber, respondi “tava esperando o pessoal me chamar pra ir gravar hoje”. Foi uma correria danada para me levarem pro set de filmagens. Cheguei lá e todo mundo me esperava.

Fora isso, teve o fato de que não deixamos os dublês gravarem a cena dos carrinhos de rolimã. No final da gravação o produtor — Alexandre — mandou os dublês descerem para eles não ficarem tristes hehehe.

Ah, mais uma curiosidade, mas que não é do período das filmagens. O Toquinho e o “Quincocô” moraram ambos no mesmo prédio que eu em BH por muito tempo! E por uns dois anos eu ainda chamava o “Quincocô” daquela forma (mas acho que ele não gostava :D).

Blog – Você gostou de ter feito o filme? Foi marcante na sua vida, mudou sua história?

Samuel – Como não mudar? Vinculou muita coisa, definitivamente. Marcou tanto que acabei fazendo teatro por tantos anos!

Blog – Como lidou com o filme na época? Sei lá, sofreu bullying na escola? Ou conseguiu mais namoradinhas? 😀

Samuel – Sempre fui tímido e nunca fui de contar muito. Eu preferia inclusive que ninguém soubesse. Quando algum colega meu contava para outras pessoas eu ficava bravo. Bullying, não, mas morria de vergonha. Não queria ser o centro das atenções.

Blog – Resuma em uma frase o que foi ter participado do filme.

Samuel – Vida de moleque é vida boa… vida de menino é maluquinha. (Pera! Isso conta como duas frases? ah, agora já foi :D)

Blog – Deixe uma mensagem pelos 20 anos de lançamento do filme.

Samuel – Participar do filme pra mim não foi um trabalho, foi infância. Foi brincar de bente altas de verdade, não na cena. Foi jogar bola com a galera quando dava tempo, ou sinuca. Foi sem dúvidas um dos períodos de maior felicidade em minha vida. Antes de mais nada, para mim era diversão — e para muitos outros também! Acredito que a infância seja a parte mais importante da vida, e portanto devemos tutelá-la. Que as crianças de hoje cresçam com mais saúde, segurança, educação e possam se divertir tanto quanto eu pude.


CLIQUE AQUI e saiba mais sobre os outros personagens do filme “O Menino Maluquinho” e o que andam fazendo, 20 anos depois do lançamento do filme.

Leia também:

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