Vale a pena assistir: Homem com H (Na Netflix)
2025 | 2h09 de duração | Classificação: 16 anos | nota 8
Normalmente gosto muito de filmes biográficos, e este não foi diferente. Ney Matogrosso é um ícone da música brasileira, um intérprete único, figurinista engenhoso, que inspirou artistas do mundo todo, que peitou a censura da ditadura militar e foi um sujeito livre – e libertário.
Isso tudo é muito bem retratado no filme de Esmir Filho, que tem uma edição bem feita e ágil, capaz de percorrer bem a história de Ney, da infância, nos anos 1940, passando pelo sucesso estrondoso com os Secos e Molhados, até a atualidade – com direito a uma breve participação especial do cantor, que continua totalmente ativo, fazendo shows e performances, mesmo aos 84 anos.
A atuação de Jesuíta Barbosa, que faz o protagonista, é impressionante. Ele realmente encarna o cantor, captando seu olhar intenso, seus trejeitos, sua petulância. Ney não tolera receber ordens de mais ninguém, depois de anos sofrendo com um pai truculento, que não admitia “filho viado”.
Essa relação com o pai também é muito bem explorada na história, servindo como um fio condutor de quase toda a vida de Ney, e inclusive justificando a ânsia transgressora do artista, como ele mesmo admite a certa altura. Também é bem mostrada a relação com a mãe, interpretada pela ótima Hermila Guedes (“O Céu de Suely”).
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Outro ator que se destaca é Jullio Reis, que fica idêntico ao Cazuza – retratado, talvez pela primeira vez, sem que seja passado um pano sobre a imagem dele.
Enfim, é um excelente filme sobre um artista brasileiro que merece o reconhecimento que tem, e que felizmente ainda está vivo para presenciar o sucesso que sua cinebiografia está fazendo.
Eu só faço duas observações, que tiraram pontinhos do filme para mim:
1) a qualidade do áudio dos diálogos é bem ruim (como, aliás, é comum em muitos filmes brasileiros). Às vezes eu tinha que aumentar muito para entender o que os personagens estavam falando, e depois o som das canções ficava alto demais. Para um filme sobre um cantor e permeado por músicas, isso foi um problema sério.
2) poderia ter havido alguma edição nas milhares de cenas de sexo explícito, para que o filme, que tem classificação indicativa de 16 anos (e poderia ser 18) pudesse alcançar um público maior. Mas provavelmente foi o próprio Ney Matogrosso – aquele que nunca aceita vetos, ordens, proibições e censuras de qualquer tipo – quem não admitiu que fosse diferente. Então tá.
Assista ao trailer do filme Homem com H:
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