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‘Minari’: um filme lindo, com o afeto da infância

Não deixe de assistir: MINARI
Nota 9

Minari” é um filme lindo. Sobre família, sobre luta, sobre a sobrevivência de um casal, sobre o vínculo com os avós, sobre perder tudo e se reerguer.

E, claro, é também sobre imigração, sobre se adaptar numa terra que não é a sua, mas pode se tornar. Assim como o minari plantado pela avó coreana se adaptou ao solo do Arkansas. Cresceu sem esforço algum, num lugar escolhido a dedo, sem artifícios místicos, pela sábia idosa.

“Minari” é um filme sobre tanta coisa que nem parece que ele acontece só dentro de 1 hora e 55 minutos, com tão poucos diálogos. Dá vontade de morar lá dentro.

E o “lá dentro” é um roteiro baseado em memórias pessoas do diretor e roteirista Lee Isaac Chung, que é filho de pais coreanos e cresceu, adivinhem só, numa pequena fazenda no Arkansas. Para escrever este roteiro mágico e cheio de afeto, ele retornou às suas raízes, e relembrou sua infância naquele lugar.

Resultado: seu “Minari” foi indicado ao Oscar de melhor direção, melhor roteiro e melhor filme do ano, de uma tacada só. Reconhecimento que chama.

Na história também existe uma criança, o encantador David, interpretado por Alan S. Kim, que também tinha 7 anos quando filmou o personagem. Ele é o tempero secreto deste filme. É o responsável principal por toda a doçura e também pelos momentos de leveza em meio a uma história de muita batalha sofrida. Ele traz o contrapeso do olhar infantil nas cenas de raiva e no pior lado da velhice.

O encantador David, de “Minari”

Se você fechar os olhos e tentar se lembrar do filme logo após assisti-lo, virão à sua mente imediatamente a cena do graveto, do xixi na cama, da corrida gritando pela avó. David é o toque de amor da história, que provavelmente o diretor-roteirista Lee conseguiu reunir justamente por ter partido de seu próprio olhar de criança para recontar aquilo tudo.

O filme também concorre ao Oscar pela trilha sonora original e pelas atuações maravilhosas do fazendeiro Steven Yeun e da avó Yuh-Jung Youn. E, fora isso, há toda aquela paisagem exuberante para molhar nossos olhos. É só uma fazenda em crescimento, mas a vista daqueles tomates, daquela relva, daquele sol, tudo isso foi filmado com uma câmera tão sensível que tornou tudo bonito demais de se ver, como se viesse direto dos nossos sonhos.

Que os sonhos de famílias como esta possam se realizar com menos fúria e sofrimento, é só o que desejo.

Assista ao trailer do filme:

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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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