O desafio de mudar de casa com um filho de 2 anos – e 7 coisas que ajudaram na adaptação

Mudar dá trabalho!

Como contei no blog dia desses, nos últimos dez anos, eu me mudei de casa oito vezes. Na última delas, meu filhote tinha apenas 2 meses de idade. Eu tinha que interromper os trabalhos a cada cerca de três horas para amamentar, mas, fora isso, ele ficou quietinho no sofá quase o tempo todo, deitado, dormindo. Em dois dias, enquanto meu marido fazia plantão de Carnaval, eu arrumava tudo em seu devido lugar e consegui colocar a casa praticamente toda em ordem.

Agora, tínhamos o desafio de mudar com o Luiz aos 2 anos e 4 meses. O oposto do neném quase recém-nascido que só dormia e mamava. Ele está no auge da necessidade de atenção.

Compartilho aqui o que aprendi com a experiência, na esperança de ser útil a outros pais e mães que estejam prestes a se mudar com um pequeno a tiracolo.

O dia da mudança

Eu tinha a ilusão de que seria possível mudar com o Luiz acompanhando tudo, quem sabe se divertindo com a confusão etc. Mas, antes mesmo de a empresa contratada chegar, concluímos que seria impossível. Por isso, telefonei aos meus pais e perguntei se o filhote poderia passar a manhã lá. Foi beeeem melhor assim e recomendo a todos. Tivemos a tranquilidade de acompanhar todo o carregamento de móveis sem precisar dar atenção ao Luiz ao mesmo tempo, agilizando o processo. Ele também provavelmente se entediaria em pouco tempo. Voltei para a casa dos meus pais para levá-lo para a escolinha, depois voltei para a casa nova, para ajeitar pelo menos os dois quartos, e em seguida voltei para buscá-lo da escola, já no fim da tarde.

A casa estava um absoluto caos, com milhões de sacolas e malas e caixas por todos os lados. Mas o nosso quarto e o do Luiz já estavam em perfeita ordem, que consegui ajeitar durante a tarde. Ele chegou cheio de expectativa e o levamos direto para o quartinho novo. Ficou EN-CAN-TA-DO. Abri as portas do armário e mostrei onde tinha colocado os brinquedos, depois abri a outra portinha da cômoda e mostrei que tinha feito uma biblioteca para ele ali, e ele só andava de um lado para o outro, os olhinhos brilhantes, sorrisão na cara, e repetia a toda hora: “Obrigado! Obrigado! Obrigado, mamãe!”

Foi uma das cenas mais doces que já vivi com o Luiz, desde que ele nasceu, e acho que nunca vou me esquecer dela.

A adaptação

Passado esse primeiro dia de euforia, os que se seguiram não foram nada fáceis. Para ser mais precisa, as noites não foram nada fáceis. E há que se entender: toda a vida dele, desde que ele podia se lembrar, tinha sido na “casa velha”. Ao longo daqueles 2 aninhos, sempre dormiu naquele mesmo quarto. De repete, querem que ele durma como um anjo num quarto totalmente diferente?!

Já faz um bom tempo que o Luiz dorme bem à noite, a noite inteira. Mas, nos primeiros dias após a mudança, ele teve grande dificuldade para pegar no sono. E, quando finalmente dormia, era comum acordar com pesadelos ou chorar ainda dormindo. Numa certa noite chegou a dizer que “estava com medo de dormir”. Esse processo de adaptação levou mais ou menos 15 dias: foi só muito recentemente que ele começou a dormir mais rápido, como fazia antes, e seguir até umas 7h, 8h da manhã.

Algumas coisas que (penso que) ajudaram nesse processo: Continuar lendo

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