Taxa de desemprego no Brasil vai passar de 13% até 2017

O que o desemprego tem a ver com o pré-sal da Petrobras? Veja no post! Foto: Petrobras/ABr

O que o desemprego no Brasil tem a ver com o pré-sal da Petrobras? Veja no post! Foto: Petrobras/ABr

Texto escrito por José de Souza Castro:

A taxa de desemprego (que o governo prefere chamar de “taxa de desocupação”) subiu neste ano e chegou ao fim de junho em 11,3%. É a maior desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua começou a ser feita em janeiro de 2012. E deve ultrapassar os 13% até o começo do ano que vem, conforme explica neste vídeo, no final da reportagem, a repórter especial e ex-editora de Mercado da “Folha de S.Paulo”, Ana Estela de Sousa Pinto.

avagaehsuapeqUma curiosidade: Ana Estela escreveu, juntamente com a editora deste blog, o livro “A Vaga é Sua”, que ensina aos recém-formados em jornalismo como entrar no mercado de trabalho. O livro foi publicado pela Publifolha em 2010. Desde então, os jornalistas terão que se esforçar muito mais para não fazerem parte dessa estatística de 11,3% de brasileiros desempregados.

Jornalismo é um dos setores mais atingidos pela recessão. Mas ela faz vítimas em todos os setores, em todos os Estados. Piorando, desde o início do processo presidido pelo juiz Sérgio Moro com o objetivo declarado – mas não só ele, sabe-se hoje – de punir os que praticaram corrupção na Petrobras. A empresa que, desde o início do governo petista, foi escolhida para impulsionar a economia brasileira e gerar milhões de empregos no Brasil.

O que aconteceu com a maior estatal brasileira foi um ataque sistemático para enfraquecer, tanto ela, como os presidentes Lula e Dilma, para que o PT fosse excluído do poder e o petróleo do pré-sal incluído no portfólio das grandes petroleiras internacionais.

Hoje isso já ficou bem claro, com o início da venda de partes do pré-sal pelo governo Michel Temer. E com 1,4 milhão de pessoas cortadas na folha de pagamento das indústrias só no segundo trimestre deste ano.

E a Petrobras, ela não estava falida por causa da corrupção? Por causa, ainda, do grande endividamento e do baixo preço do petróleo? Agora que já se apossou da empresa, o governo interino trata de desmentir. No dia 13 de julho, a Agência Petrobras publicou o seguinte:

“O Brasil deve apresentar, em 2017, o maior crescimento na produção de petróleo entre as nações que estão fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Segundo relatório divulgado pela entidade nesta terça-feira (12), serão 3,37 milhões de barris por dia no fim do próximo ano.

Todo esse avanço deve ser proporcionado por sete novas plataformas da Petrobras que começam a operar no próximo ano, todas elas na bacia de Santos. A avaliação é de que Brasil e Canadá apresentarão os melhores desempenhos fora da Opep.

O Brasil ainda responderá por metade de toda a expansão da América Latina. Gasolina e óleo diesel estão entre os itens com maior potencial de produção, e a expectativa da Opep é de que esse aumento seja usado para abastecer a indústria e segmentos ligados a transporte.

O relatório ainda aponta que, em 8 de maio, a produção de petróleo bruto, a partir de campos do pré-sal, ultrapassou 1 milhão de barris de petróleo por dia – essa foi a primeira vez que esse volume foi registrado.”

Comissão Especial da Petrobras e Exploração do Pré-Sal aprova o PL 4567/16, que retira a obrigatoriedade de exclusividade da Petrobras na produção em áreas do pré-sal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Comissão Especial da Petrobras e Exploração do Pré-Sal aprova o PL 4567/16, que retira a obrigatoriedade de exclusividade da Petrobras na produção em áreas do pré-sal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil, em 7.7.2016

Então, está tudo bem, agora… Mas é preciso convencer disso os próprios empregados da Petrobras, muitos deles em greve. O Informativo FUP, da Federação Única dos Petroleiros, datado de 16 deste mês, traz editorial comentando que no mesmo dia 12 de julho, quando a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei 4567/16, que abre o pré-sal ao controle estrangeiro, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo divulgou relatório mensal no qual afirma que o Brasil alcançará em 2017 o maior aumento de produção de petróleo fora da Opep, atingindo 3,37 milhões de barris por dia. Segundo o estudo, nós estamos na direção contrária à das outras nações, cuja média diária do aumento de extração deverá ser reduzida à metade no próximo ano. A Opep também apontou o Brasil como o único país da América Latina que aumentará a produção em 2016. E acrescenta:

“Tudo graças aos excelentes resultados operacionais da Petrobrás, que, a despeito dos seguidos recordes de produção, continua sendo dilapidada por seus gestores e está na iminência de perder as garantias legais que lhe permitem participar de todos os campos do Pré-Sal e ser a única operadora destas reservas. Esse é o objetivo do governo interino de MiShell (sic)Temer, que corre para aprovar o PL 4567, enquanto já articula novas mudanças nas regras do Pré-Sal, inclusive um leilão a toque de caixa para o primeiro trimestre de 2017, quando pretende entregar às multinacionais campos vizinhos aos que já estão sob a operação da Petrobras.”

Como se vê, a perspectiva de aumento de desemprego no Brasil parece ainda pior do que o previsto por Ana Estela. Porque, sem a participação obrigatória da indústria brasileira na exploração de nosso petróleo, as multinacionais vão criar empregos em seus países de origem, não aqui. Simples assim.

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