Um estranho no ninho do peleguismo empresarial brasileiro

Stefan Salej

Texto escrito por José de Souza Castro:

Depois de mais de dois anos sem o ver, reencontrei Stefan Salej no Palácio das Artes no dia 30 de junho de 2003. Tínhamos ido ao lançamento de “As Sete Portas da Comunicação Pública”, livro escrito pelo jornalista Maurício Lara, que fora meu colega na sucursal mineira do Jornal do Brasil e assessor de imprensa de Salej na presidência do Sebrae Minas.

Agora, primeiro ano do governo Lula, Mauricio era assessor da Secretaria de Comunicação do Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República. Eu estava desempregado. Tinha sido demitido naquele mesmo mês da Rádio Alvorada, onde havia sido o coordenador de jornalismo desde 1995. Nas horas vagas, para complementar o salário, fazia frila. Assim, durante cinco anos, editei o jornal Indústria de Minas, da Fiemg.

Dois anos antes desse encontro, encerrei minha participação naquele jornal. No começo de 2003, Salej concluíra seus sete anos na presidência da Fiemg.

Foi olhando para o que Salej e eu tínhamos em mãos – o livro autografado de Maurício Lara – que tive a ideia: por que não escrever a biografia de Salej, com destaque para as mudanças que ele fez tanto no Sebrae como na Federação das Indústrias?

Salej ficou de pensar no assunto. Dias depois me telefonou. E começamos a trabalhar no livro que está sendo lançado agora pela editora KBR. Nesses quase 13 anos, muita coisa aconteceu com nós dois, inclusive a prolongada ausência de Salej, que foi morar na Europa e na África do Sul, depois de receber mais de 20 mil votos – e não ser eleito – para deputado federal, em 2006, pelo PSB mineiro.

Quando ele voltou ao Brasil e decidimos publicar o livro, foi uma correria para revisar e atualizar o texto. Nessa revisão, eu me surpreendi, mais uma vez, com a atualidade dos pensamentos de Salej – um empresário e cientista político que se apresenta hoje como consultor internacional  – e com a permanência das questões brasileiras e mundiais discutidas por ele, em artigos e palestras, na década de 1970 e nas que se seguiram.

Por isso, não foi difícil selecionar alguns desses artigos, cuja relevância persiste, para republicá-los num Anexo.

Na apresentação, João Camilo Penna, um dos melhores presidentes da Cemig e dos mais importantes ministros da Indústria e Comércio que este país já teve, e que acompanhou parte dos projetos de Salej na Federação das Indústrias, afirma o seguinte:

“Stefan Salej foi das pessoas que mais me impressionou. Com coragem e com diplomacia, Salej quebrou muitos velhos tabus da vida mineira. Inconformista, lutou contra erros sucessivos, seja na Fiemg, onde sua presidência é lembrada até hoje pelas reformas que ali introduziu, seja na sociedade mineira.”

Ao escrever o livro, pensei num subtítulo: “Um estranho no ninho do peleguismo empresarial brasileiro”.

Seria longo explicar o motivo. Mas acho que ele ficará muito claro aos que se aventurarem pelas 286 páginas de “O Enigma Salej” (na Kindle Edition), disponível na Amazon.

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