Uma história que é bonita — e é bonita

Para ver no cinema: GONZAGA – DE PAI PARA FILHO

Nota 8

O segundo filme a que assisti foi “Gonzaga – De Pai para Filho”, do diretor Breno Silveira (o mesmo de outro que estou doida pra ver, “À Beira do Caminho“).

Os atores são bons (e olha que li em algum lugar que o que interpreta o Gonzagão, Chambinho do Acordeon, nem é ator de verdade, mas acordeonista. Ele não é excelente, mas interpreta direitinho e é muito cativante), a direção é boa, mas nada supera a história real por trás do filme.

Eu não conhecia a história do filho que guardava tanta mágoa e rancor pelo fato de o pai o ter abandonado boa parte da vida em troca das estradas das turnês do Brasil. Não sabia do quanto eram diferentes, um do sertão nordestino, outro do Rio, um de direita, outro de esquerda etc.

Saí da sala de cinema me sentindo uma pessoa melhor por conhecer a história desses dois guerreiros, cada um à sua maneira, e dois monstros da música brasileira. E emocionada com a forma como os dois terminam suas vidas e selam sua amizade.

O roteiro tem bastante poesia, bastante música e, o mais legal, traz muitas fotos e vídeos dos Gonzagas originais. Nessas horas, nos espantamos com a semelhança física dos atores que Silveira conseguiu para seu longa com os personagens históricos.

E, se o filme foi fiel à história, Gonzagão e Gonzaguinha foram duas pessoas admiráveis, cada um de seu jeito tentando acertar na vida sem pisar nos outros. Infelizmente (para todos nós, porque poderíamos ter tido mais CDs como este que ilustra o post) só não souberam se acertar um com o outro, por longos e desperdiçados anos. Mas, apesar disso, a história da vida dos dois é bonita e é bonita.

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8 comentários sobre “Uma história que é bonita — e é bonita

  1. Cris, Gonzaguinha foi enterrado no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte, em abril de 1991. Na época eu era repórter da sucursal mineira de O Globo e fui fazer a cobertura do sepultamento. Modestamente, participei do fim da história do compositor, um dos meus favoritos. Pena que nos primeiros anos da carreira dele a maioria das suas letras tenha sido vetada pela censura na ditadura militar. Não sei se depois elas foram gravadas. De qualquer forma, não seria a mesma coisa, pois o clima era diferente da época em que ele as compôs. Até O Globo já o tinha, quando ele morreu aos 45 aos, como um grande artista popular brasileiro. Quanto a Gonzagão, acho que ninguém jamais duvidou de seu talento. Lá nos rincões mineiros, com certeza!

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  2. Eu amava Gonzaguinha e admirava suas letras, sempre dentro da realidade, tinha todos os LPS agora tento juntar os CDS só que fazem muita mist. ai fica uma mus. repetida em varios cds e muitas faltando…

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