Vale ver: Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
2025 | 2h05 de duração | Classificação: 14 anos | nota 9
- Texto escrito por Cristina Moreno de Castro
Eu evito ler muito sobre os filmes antes de assisti-los, e até os trailers tenho tentado não ver, para não estragar muito minha experiência. Mas a sinopse de Hamnet estava lá, em todo lugar:
“A história de Agnes – a esposa de William Shakespeare – enquanto ela luta para lidar com a perda de seu único filho, Hamnet. Uma história humana e comovente que serve de pano de fundo para a criação da peça mais famosa de Shakespeare.”
E, assim, num filme de 2 horas, passei a primeira ansiosa pensando em qual seria o momento em que aquele garotinho alegre e bochechudo morreria, e pensando em como se daria essa tragédia.
Foi como o fantasma da peça shakespeariana, nos assombrando antes da hora. E eu, sofrendo também antes da hora.
Quando finalmente aconteceu, chorei dois baldes junto com a atriz Jessie Buckley, que já tinha me impressionado nas atuações de “A Filha Perdida” e “Pequenas Cartas Obscenas“. E o filme, cuja primeira metade era basicamente uma história de amor, se converteu, na segunda metade, em uma história de luto e dor.
Paul Mescal, que interpreta Shakespeare, é parte importante da história, já que ele é o pai do garotinho que morre, e também vive a dor e o luto à sua maneira.
Mas a forma como mãe e pai lidam com a tragédia é diferente. E, de novo (como já tinha acontecido em Valor Sentimental), é a arte que ajuda a curar as feridas.
A cena praticamente final, em que a mãe de Hamnet interage com o ator de Hamlet, foi feita de forma improvisada, e emociona muito, mostrando como todo o elenco estava realmente mergulhado na história.
Por essas e outras, tenho a impressão de que o Oscar de melhor atriz já está no bolso de Jessie. A direção de arte e o figurino, que nos transportam para a Londres do século 16, também têm boas chances de vitória.
A fotografia não foi indicada, mas também é belíssima, principalmente nas cenas em que a mãe de Hamnet está na floresta, deitada, pálida, com seu vestido vermelho, entre as árvores e seus ventos suspeitos, ou parindo seu primeiro bebê.
A ver se o filme também terá força em todas as outras categorias a que concorre. Mas, independentemente do prêmio, é mais uma história por trás da história, do tipo ficção baseada em fatos reais, que merece ser conhecida.
Hamnet foi indicado a 8 Oscars em 2026:
- Melhor filme do ano
- Melhor direção (Chloé Zhao)
- Melhor elenco
- Melhor trilha sonora
- Melhor roteiro adaptado
- Melhor atriz (Jessie Buckley)
- Melhor roteiro adaptado
- Melhor direção de arte
Assista ao trailer de Hamnet:
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