A morte de Frederick Forsyth (1938-2025), um dos meus autores favoritos

O escritor britânico Frederick Forsyth. Foto: ZUMA Press
O escritor britânico Frederick Forsyth. Foto: ZUMA Press

Texto escrito por José de Souza Castro:

Um dos meus autores favoritos de livros de espionagem morreu na última segunda-feira, aos 86 anos: o britânico Frederick Forsyth. Começou aos 19 anos como piloto da Royal Air Force. Após pedir baixa, em 1958, foi trabalhar como repórter e correspondente em vários países, escrevendo para Reuters, BBC e revista Time sobre as guerras de Biafra e Nigéria, entre outras.

Em 1970, depois de nove anos no jornalismo, resolveu ser escritor. Seu primeiro livro, “O Dia do Chacal”, foi um sucesso. Outros 22 se seguiram. Entre eles, “Dossiê Odessa”, “O Quarto Protocolo”, “Cães de Guerra” e “A Alternativa do Diabo”. Seus livros venderam mais de 65 milhões de exemplares.

Aos jornalistas que me leem, um aviso: trocar sua profissão pela de escritor é arriscada. Diz The Economist, ao anunciar a morte de Forsyth, que pessoas razoáveis podem discordar sobre exatamente qual campo entrar, mas todas concordam sobre o que não fazer: escrever uma novela. Porque muitas nunca são publicadas, várias das publicadas não são lidas e raríssimas chegam à lista das mais vendidas.

Então, qual o segredo do livro de estreia de Forsyth? Nos anos 1960, ele cobriu várias tentativas de assassinato do então presidente francês, general Charles de Gaulle. Um ano antes de “O Dia do Chacal” ser publicado, o general morreu de causas naturais.

Não obstante, o livro vendeu mais de 10 milhões de exemplares. Para os leitores, o suspense de “O Dia do Chacal” não era se teria sucesso ou não o mercenário inglês contratado pelos veteranos franceses para matar de Gaulle, revoltados pela solução dada pelo general presidente para acabar com a guerra da Argélia, cedendo a posse dessa rica colônia aos bravos argelinos.

O livro é cheio de suspense, apesar de os leitores saberem que o aguerrido detetive francês Claude Lebel, que enfrentava o mercenário inglês, não conseguiria impedir que o general de Gaulle morresse.

Uma boa razão para eu gostar desse criativo escritor. Muito embora Forsyth ser um conservador. Sei, pelo The Economist, que num determinado momento ele revelou ter trabalhado algumas vezes para M16, conhecida agência de espionagem.

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Por José de Souza Castro

Jornalista mineiro, desde 1972, com passagem – como repórter, redator, editor, chefe de reportagem ou chefe de redação – pelo Jornal do Brasil (16 anos), Estado de Minas (1), O Globo (2), Rádio Alvorada (8) e Hoje em Dia (1). É autor de vários livros e coautor do Blog da Kikacastro, ao lado da filha.

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