Texto escrito por José de Souza Castro:
Nascido e morando numa fazenda até os 8 anos, nunca me desliguei da terra e sempre me interessei pela evolução da agropecuária, principalmente em Minas, mineiro que sou. Daí, vi-me atraído por esta notícia do “Diário do Comércio” da última terça-feira (22), assinada pela repórter Michelle Valverde: Cacau: conheça a nova fronteira agrícola do Norte de Minas Gerais.
Diz a repórter que o cacau foi introduzido nessa região semiárida, em que já existia um bom sistema de irrigação voltada para a fruticultura, principalmente a banana. Os primeiros plantios se basearam em pesquisa pioneira, iniciada há cerca de dez anos pelo professor Victor Martins Maia, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).
Até então, o cacau era plantado, mundialmente, em regiões de clima tropical onde se tem calor e umidade, como o Sul da Bahia. Os primeiros plantios em Minas já ocupam cerca de 500 hectares e a produtividade pode superar em dez vezes a baiana, conforme Maia.
Hoje, há cultivo comercial do cacau nas cidades de Pirapora, Janaúba, Matias Cardoso e Jaíba, feito por dez produtores, mas toda a região Norte é apta ao cultivo, segundo o pesquisador.
“Como nossa região é mais seca, embora haja necessariamente obrigação de irrigação, nós temos menos problemas sanitários e conseguimos, com a tecnologia já muito bem utilizada aqui na região, atingir altas produtividades. O ganho é justamente a qualidade, a produtividade e a sanidade do produto”, disse ele à repórter do Diário do Comércio.
Ele também disse que, nos próximos anos, essa área deve ultrapassar 5 mil hectares e, no médio prazo, pode até ultrapassar 10 mil hectares de cacau – ou seja, 20 vezes mais que a área atual.
Hoje é grande a demanda do mercado. “A gente vive um momento de preço do cacau extremamente alto por uma questão de falta de cacau no mercado mundial. Isso torna a atividade ainda mais lucrativa, extremamente rentável e muito atrativa”, acrescentou Maia.
Ele tem recomendado que, inicialmente, o plantio do cacau seja feito ao lado da banana, o que é importante para gerar renda para os produtores que estão investindo na nova cultura.
Quando escrevi em 2011, juntamente com Silvana Matos, do Senar Minas, o livro “60 anos da FAEMG” ninguém podia imaginar que Minas poderia se tornar um grande produtor de cacau, muito menos no Norte do Estado. O potencial da nossa terra para gerar riquezas é, realmente, surpreendente.
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