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‘Era uma vez… em Hollywood’: a habilidade de Tarantino em fazer ótimos finais

Vale a pena assistir: ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD (Once Upon a Time… in Hollywood)
Nota 8

Muita gente achou ruim a nota 7 que dei ao filme “O Irlandês“, de Martin Scorsese, que presta uma homenagem aos filmes de gângsters dos Estados Unidos. Admito que, se eu não estivesse tão cansada e pescando e tendo que ver em duas partes as três horas e meia de filme, talvez pudesse tê-lo aproveitado mais.

Aconteceu de novo. Tive que ver “Era uma vez… em Hollywood” em dois dias, interrompida pelo sono e cansaço. No meio do caminho, meu filho ainda ardeu em febre por reação a vacinas. Minha vontade era dar nota 6 ou 7 para o filme enquanto pensava por que diabos Tarantino gastou tanto tempo com cenas de pessoas dirigindo. “Cortasse estas cenas, acho que o filme diminuiria de 2h41 para 2h” – pensei, mal-humorada.

Brad Pitt merece seu primeiro Oscar pela atuação

Mas, depois que assisto aos filmes, finalmente vou ler mais sobre eles e começo a pensar sobre o que vi. E é nessas horas que muitas vezes acontece de eu dar uma avaliação final bem diferente da que eu estava sentindo enquanto assistia ao filme. Neste caso, fui ver todos os pormenores pensados por Tarantino para ambientar aquela história em 1969. Todas as referências que ele colocou. E relembrei a atuação impressionante de Brad Pitt, que está quase 100% com as mãos numa estatueta do Oscar – sua primeira por boa atuação, já que a outra estatueta que ele tem foi pela produção de “12 Anos de Escravidão“.

Acabei fechando na nota 8.

O fato é que o filme é divertido, tem cenas engraçadas, tem personagens incríveis, o duo de protagonistas formado por Pitt e Leonardo diCaprio é um dos melhores dos últimos tempos, e há ainda participações especiais de outros atores feras, como Al Pacino, Margot Robbie, Bruce Dern e Dakota Fanning. É interessante como Tarantino mistura personagens reais e fictícios – sendo que os fictícios são muito melhores – e como vai costurando as histórias entre todos eles. Achei lento o processo que leva até o final, o clímax do filme, mas o final compensa qualquer outro problema nessa fluidez da história.

Aliás, Quentin Tarantino sempre foi bom em finais.

Ele já tem dois Oscar na prateleira, por seus roteiros originais em “Pulp Fiction” (1995) e “Django Livre” (2013). Mas esta é a primeiríssima vez em que o diretor e roteirista concorre não só a melhor roteiro e direção, mas também ao prêmio mais importante do Oscar, de melhor filme. E há chances reais de vencer.

Embora, para falar a verdade, eu ache também que exista boa chance de “Era uma vez” ser um daqueles filmes que recebem mil indicações ao Oscar – no caso, 10 – e acabam só com uns três prêmios mais técnicos. Aqui, acho que já podem contar com duas estatuetas: uma para Brad Pitt e outra para a equipe de direção de arte, ou design de produção. Se derem sorte, levam também pelo roteiro. Mas acredito que para por aí.

Assista ao trailer oficial do filme:

Ouça a excelente trilha sonora, com direito a Deep Purple, Stones, Otis Redding, Aretha Franklin, Joe Cocker, Simon & Garfunkel, The Mamas & the Papas, e muitos outros:

 

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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

2 comentários em “‘Era uma vez… em Hollywood’: a habilidade de Tarantino em fazer ótimos finais Deixe um comentário

  1. 8 também, Pitt realmente foi excelente.
    As vezes me cansa ver filmes onde tem muita referencias, claro que são ricos, mas a sensação de ficar perdido por um contexto que não vivemos me chateia um pouco.
    Melhoras ao Luiz.

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    • Pois é… Acho que o que realmente salva este filme é o final, muito bom! E essa coisa de brincar com a História, de dar um “final feliz” pra uma coisa que chocou o mundo, isso é mto bom tb, né! O Luiz hoje já está bem melhor, obrigada! 🙂

      Curtir

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