7 anos de blog em 7 estatísticas

Este blog anda tão abandonado, e eu tão sem tempo/disposição para atualizá-lo, que, pela primeira vez desde que foi criado, eu não lembrei com antecedência que é no dia de Natal que o blog faz aniversário. Nem deixei pronto, com antecedência, o tradicional post de estatísticas para celebrar a data.

Fiquei até pensando se valia a pena publicar este post. Pela primeira vez, em sete anos, tenho certeza que as estatísticas serão de queda abrupta em todos os quesitos: número de postagens, número de acessos, número de assinantes, quantidade de upgrades e tal e coisa.

O blog, que nasceu como o hobby despretensioso, mas já chegou a ser quase profissional — com posts diários, escritos por mim e pelo meu pai, com sucursal no portal O Tempo, no Brasil Post e na Canguru, com páginas em todas as redes sociais etc –, hoje volta a ser apenas um hobby com atualizações esporádicas, para quando dá saudade de desabafar qualquer texto, sobre qualquer assunto, num espaço que é exclusivamente de nossa autoria, sem outro dono além de mim e do meu pai.

Como disse logo na primeira linha deste post: falta tempo e disposição. Acho que por vários fatores. Profissionalmente, estou numa função que toma muito do meu tempo/disposição, como acho que em nenhum outro momento anterior da minha carreira. Pessoalmente, meu pequeno Luiz me toma muito tempo/disposição, como é normal que todos os pequenos de 2 anos façam (e é bom que seja assim). Isso sem falar que ando mais cansada, durmo muito mais e mais cedo, distante de ser aquela “bomba-atômica” que já fui há dez anos. Fora isso, meu estado de espírito com os assuntos que mais povoam este blog, que são a política nacional, o jornalismo e os demais temas de interesse geral do noticiário, está num desânimo imenso. Na maioria das vezes, sinto que estou apenas escrevendo um texto para que meia dúzia de pessoas que pensam exatamente como eu leiam. Qual o propósito disso?

Enfim, tudo isso para dizer por que o número de posts do blog caiu drasticamente neste ano, especialmente neste segundo semestre. Cheguei a cogitar fechar o blog, mas aí eu ficaria sem esse refúgio para os textos esporádicos, para os (cada vez mais raros) dias de inspiração. Meu pai também ficaria sem o espaço para postar sobre coisas de que a maioria das pessoas nem falam, como o sucateamento da Petrobras. E isso é ruim. Então, deixemos o blog no ar.

Hoje este espaço celebra sete anos de vida. Foi no dia 25 de dezembro de 2010 que, numa caminhada com meu pai pela Praça da Liberdade iluminada de Natal, resolvi voltar à blogosfera com um espaço autoral (eu já administrava a página Novo em Folha, da Folha de S.Paulo, mas ela é da Editoria de Treinamento do jornal). De lá pra cá, muitas coisas mudaram na minha vida: mudei de emprego três vezes (saí da Folha, fui para o G1, para O Tempo e para a Canguru), mudei de volta de São Paulo para Beagá, mudei de casa outras três vezes, conheci meu atual marido, tive o Luiz. Não é à toa que o perfil do blog também foi mudando: de mais engajado com a política e mais musical e mais cinéfilo a, hoje, mais maternal, em todos os sentidos.

Bom, seja como for, eu gosto de aniversários e este blog merece ter sua comemoração, abandonadinho ou não. Vamos às tradicionais estatísticas: Continuar lendo

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