Comentários na web e o ódio contra mulheres, gays e minorias

“Você é tão feia que se ficar grávida eu mesmo te levaria a uma clínica de aborto.”

“Você é tão burra! Você se acha jornalista? Recebe para escrever um lixo desses?”

“Você tem peninha dos imigrantes? Espera até um desses muçulmanos explodir uma bomba no seu quintal e depois fala comigo!”

 

Alguma vez você já entrou na parte de comentários de um portal de notícias, leu todos eles e ficou com vontade de vomitar? Não é raro lermos ofensas generalizadas ou desferidas contra o jornalista que assina a matéria. A agressividade corre solta e o palavreado de muitos, que às vezes conseguem burlar até os moderadores, é alguma coisa no limiar da grosseria, do preconceito e do mais puro crime de ódio.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Quando lemos comentários nas redes sociais dos portais de notícias, aí a coisa degringola de vez. Como é impossível moderá-los, os palavrões estão em todo lugar, além de comentários de conteúdo homofóbico, racista ou fascista. Vez ou outra, quando a vítima é alguém famoso, a Polícia Federal investiga e prende as gangues que atuam como comentaristas profissionais do ódio. Noutros casos, o próprio Facebook bloqueia e bane essas pessoas, após receber muitas denúncias. Mas o mais comum é não acontecer nada.

Já falei sobre esse assunto aqui no blog, no post “Internet: Antro de Covardes Anônimos“. Relembre AQUI.

O que os portais de notícia têm feito para lidar com isso?  Continuar lendo

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