Continuando a tradição iniciada no ano passado, segue uma lista dos seis livros mais divertidos deste ano:
“Os Meninos da Rua Paulo“, de Ferenc Molnár, Cosac Naify, 262 páginas. Tradução: Paulo Rónai.
Um livrinho maravilhoso sobre a lealdade infantil e amizade. Recebi de dica de um leitor deste blog, mas fiquei pesarosa por não ter lido quando criança.
“Água para Elefantes“, de Sara Gruen, Sextante, 335 páginas. Tradução: Anna Barreto.
Se você viu o filme e se decepcionou, problema seu: todo mundo sabe que os livros são bem melhores que os filmes ;) Este é muito bem escrito e tem uma história cheia de aventuras, baseada em várias documentações reais de como era a vida nos circos ali pela época da Depressão e da Lei Seca nos Estados Unidos. Não se atém apenas à história de amor, como os filmes costumam fazer (e se fez, neste caso).
“Blues“, de Robert Crumb, Conrad, 100 páginas. Tradução: Daniel Galera.
Este é para quem adora o gênero musical (tipo eu ;)) e as sacadas geniais do mestre do lápis.
“My Stroke of Insight“, de Jill Taylor, Penguin, 198 páginas.
Este pequeno livro mudou minha forma de encarar a vida e o mundo desde que o li. Sem ser exatamente do gênero (do qual geralmente FUJO!), ele acaba fazendo um papel de livro de autoajuda. Mas mais que isso: de filosofia e de ciência.
Conta a história de uma neuroanatomista fodona de Harvard que, num belo dia, se deu conta de que estava tendo um derrame. Por seus conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro, foi capaz de se salvar (estava sozinha em casa na hora) e de se recuperar, após oito penosos anos. Mas o melhor: de registrar tudo na memória e contar pra gente como é viver sem o hemisfério esquerdo do cérebro, que é o racional, o que cuida da lógica, de entender a padronização, de interpretar cores, sabores e mesmo o limite entre o corpo e o resto do universo. Ela passou a se ver como no Nirvana (ela usa essa analogia), porque se sentia como um fluido, parte do universo inteiro, totalmente tranquila e feliz, sem aquela segunda vozinha que fica nos atormentando o tempo inteiro, mesmo quando estamos prestes a dormir. Isso tudo me fez pensar em como nos importamos com coisas absolutamente insignificantes que, se não fosse pelo nosso cérebro, nem sequer poderiam ser percebidas e registradas por nós. E como a felicidade está sempre ao nosso alcance, independente de termos um AVC para percebê-la, porque está ali, escondida numa parte da nossa massa cinzenta! Enfim, preciso um dia escrever um post inteiro a respeito deste livro, mas recomendo fortemente a leitura. Não sei se existe versão em português…
“A Estrela do Diabo“, de Jo Nesbo, Record, 419 páginas. Tradução: Grete Skevik.
Livro muito bem escrito, cheio de descrições detalhistas, sobre um serial killer que deixa um diamante vermelho preso no corpo das vítimas. Uma das coisas mais legais é ele nos transportar para a remota Noruega, da qual tão pouco sabemos (por exemplo, eu nunca diria que Oslo é TÃO quente assim no verão!). Também adorei o personagem central, o detetive Harry Hole, um alcoólatra incurável cheio de problemas pessoais. Nada melhor que detetives encrencados em histórias de detetive.
“Maigret se diverte“, de Georges Simenon, L&PM Pocket, 169 páginas. Tradução: Celina Portocarrero.
Mais um ótimo livro de detetives, especialmente recomendado para jornalistas.
Fiz a resenha dele no blog Novo em Folha ;)
E quais os melhores livros que vocês leram em 2011? Foram mais leves e divertidos como estes ou mais densos e sérios? De ficção ou não-ficção? Históricos ou filosóficos? Jornalísticos ou literários? Compartilhem aí pra gente correr atrás em 2012 ;)





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