Melhores livros de 2011

Continuando a tradição iniciada no ano passado, segue uma lista dos seis livros mais divertidos deste ano:

Os Meninos da Rua Paulo“, de Ferenc Molnár, Cosac Naify, 262 páginas. Tradução: Paulo Rónai.

Um livrinho maravilhoso sobre a lealdade infantil e amizade. Recebi de dica de um leitor deste blog, mas fiquei pesarosa por não ter lido quando criança.

Água para Elefantes“, de Sara Gruen, Sextante, 335 páginas. Tradução: Anna Barreto.

Se você viu o filme e se decepcionou, problema seu: todo mundo sabe que os livros são bem melhores que os filmes 😉 Este é muito bem escrito e tem uma história cheia de aventuras, baseada em várias documentações reais de como era a vida nos circos ali pela época da Depressão e da Lei Seca nos Estados Unidos. Não se atém apenas à história de amor, como os filmes costumam fazer (e se fez, neste caso).

 “Blues“, de Robert Crumb, Conrad, 100 páginas. Tradução: Daniel Galera.

Este é para quem adora o gênero musical (tipo eu ;)) e as sacadas geniais do mestre do lápis.

Já resenhei aqui no blog.

My Stroke of Insight“, de Jill Taylor, Penguin, 198 páginas.

Este pequeno livro mudou minha forma de encarar a vida e o mundo desde que o li. Sem ser exatamente do gênero (do qual geralmente FUJO!), ele acaba fazendo um papel de livro de autoajuda. Mas mais que isso: de filosofia e de ciência.

Conta a história de uma neuroanatomista fodona de Harvard que, num belo dia, se deu conta de que estava tendo um derrame. Por seus conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro, foi capaz de se salvar (estava sozinha em casa na hora) e de se recuperar, após oito penosos anos. Mas o melhor: de registrar tudo na memória e contar pra gente como é viver sem o hemisfério esquerdo do cérebro, que é o racional, o que cuida da lógica, de entender a padronização, de interpretar cores, sabores e mesmo o limite entre o corpo e o resto do universo. Ela passou a se ver como no Nirvana (ela usa essa analogia), porque se sentia como um fluido, parte do universo inteiro, totalmente tranquila e feliz, sem aquela segunda vozinha que fica nos atormentando o tempo inteiro, mesmo quando estamos prestes a dormir. Isso tudo me fez pensar em como nos importamos com coisas absolutamente insignificantes que, se não fosse pelo nosso cérebro, nem sequer poderiam ser percebidas e registradas por nós. E como a felicidade está sempre ao nosso alcance, independente de termos um AVC para percebê-la, porque está ali, escondida numa parte da nossa massa cinzenta! Enfim, preciso um dia escrever um post inteiro a respeito deste livro, mas recomendo fortemente a leitura. Não sei se existe versão em português…

A Estrela do Diabo“, de Jo Nesbo, Record, 419 páginas. Tradução: Grete Skevik.

Livro muito bem escrito, cheio de descrições detalhistas, sobre um serial killer que deixa um diamante vermelho preso no corpo das vítimas. Uma das coisas mais legais é ele nos transportar para a remota Noruega, da qual tão pouco sabemos (por exemplo, eu nunca diria que Oslo é TÃO quente assim no verão!). Também adorei o personagem central, o detetive Harry Hole, um alcoólatra incurável cheio de problemas pessoais. Nada melhor que detetives encrencados em histórias de detetive.

Maigret se diverte“, de Georges Simenon, L&PM Pocket, 169 páginas. Tradução: Celina Portocarrero.

Mais um ótimo livro de detetives, especialmente recomendado para jornalistas.

Fiz a resenha dele no blog Novo em Folha 😉

E quais os melhores livros que vocês leram em 2011? Foram mais leves e divertidos como estes ou mais densos e sérios? De ficção ou não-ficção? Históricos ou filosóficos? Jornalísticos ou literários? Compartilhem aí pra gente correr atrás em 2012 😉

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10 comentários sobre “Melhores livros de 2011

  1. Ei, Cris!! Bom 2012!! Li alguns dos seus, mas, em especial li e gostei:
    – O Jogo do Anjo – de Carlos Ruiz Zafon – além de me levar de volta pra Barcelona, o fio da história passa por livros, que adoro. Muito, mas muito bom!
    – O Silêncio do Túmulo – Arnaldur Andridason – na linha do Nesbo, só que o autor é da Islandia.
    – Dois Rios – Tatiana Salem Levy – gostei bastante, mas estou intrigada até agora com a avó. QUem me leu me conte: quando foi que ela morreu?
    – Um dia – David Nicholls – o livro é melhor que o filme, como determina a regra
    No mais, só chorar o preço – como estão caros os livros, e o problema: onde guardá-los. E muitos e ótimos livros para todos nós em 2012.

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    • Realmente, é um problema: mas vira a mexe aparecem umas promoções bacanas tb. Na Leitura do Pátio tinha uns 50 livros beeeem baratos e comprei todos os meus presentes de Natal lá. De R$ 70 por R$ 15, sabe?
      Quanto a guardar, eu vou revezando a minha casa com a dos meus pais rs. Mas meu sonho de consumo era ter uma bela biblioteca (tipo a que o Thor Batista deve ter…).
      bjos, feliz 2012!

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  2. Cris, não li ainda o terceiro e o quarto livros indicados, mas vou ler. Uma questão: Jill Taylor conta como o subconsciente, estudado por Freud, é afetado por essa parada do hemisfério esquerdo do cérebro?

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    • Se o subconsciente for a tal da vozinha que não para de conversar conosco, mesmo quando estamos já pensando outra coisa ou falando outra coisa (ou essa vozinha é o grilo falante da própria consciência?), Jill diz que ela fica completamente muda, pela primeira vez na vida. Achei isso fantástico! Porque sempre quis ter um botãozinho para poder desligá-la quando eu quisesse. E o fato de ela se calar é um dos grandes responsáveis para a sensação de paz que Jill sentia (que quase a impedia de querer se “recuperar” para a “normalidade”).

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  3. Boas dicas Cris…. não li nenhum desses.

    Na onda do My stroke of insight, vc já leu “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu”? De Oliver Sacks, neurologista americano. No livro ele conta casos reais de pacientes que acompanhou ao longo da carreira. Alguns casos bizarros, coisas que nunca imaginei serem possíveis. Vale a pena. Também, com um título pitoresco como esse…

    Ele tem outros livros também, mas esse foi o único que li.

    Beijo

    Ulisses

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  4. “todo mundo sabe que os livros são bem melhores que os filmes”. Amém! 😉

    Boas dicas, Cris!

    E no site Submarino tivemos alguns títulos do Crumb em promoção – inacreditáveis R$ 9,90 em títulos com “Mr.Natural” e esse aí, “Blues”. Vez em quando é bom dar uma fuçada nestas lojas virtuais – e torcer para não complicarem a entrega.

    Minhas dicas você já viu lá no blog, no post dedicado aos livros. ( http://grooeland.blogspot.com/2011/12/indicacoes-literarias-i.html ) Karel Cápek ( ou Tchapék) é ótimo, recomendo bastante!

    bj!

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