
texto de José de Souza Castro:
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que continuará no cargo com Dilma Rousseff, não precisava ter apequenado o anúncio de que as reservas comercializáveis de petróleo na região do pré-sal, no campo de Tupi, são de 6,5 bilhões de barris, ao anunciar que o nome do campo será mudado para Lula.
Esse puxa-saquismo era dispensável, até mesmo porque a permanência dele no cargo não dependia disso. Como dispensável é tentar fazer pouco da nossa inteligência, ao atribuir o novo nome ao molusco lula e não ao apelido do presidente da República. Uma galhofa completada pelo próprio Lula, presente durante o anúncio: “Não é o meu nome, é o nome de um crustáceo”.
Ah, bom… Puxa-saquismo, molusco, crustáceo – tudo a mesma coisa.
Diga-se que esse puxa-saquismo é imoral, mas não ilegal. Uma portaria da ANP (Agência Nacional de Petróleo), de maio de 2000, diz que no ato da declaração de comercialidade, o concessionário denominará o campo petrolífero localizado no mar com nomes ligados à fauna marinha.
Tupi, nome ligado a índio, não serve mais, portanto.
Pela primeira vez, sou obrigado a concordar com o deputado Ronaldo Caiado, fundador da UDR (União Democrática Ruralista). Para ele, o batismo de Lula fere o artigo 37 da Constituição que proíbe nomes que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores.
Para evitar dúvidas, uma sugestão: dê-se ao campo de Lula um sobrenome: Lula, o Molusco.





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