Lembrete

Termina hoje o Comida di Buteco paulistano, minha gente!

Já fui a três bares participantes:

Pompéia Bar: muito bom o local, mas nota 6 pelo petisco.

Bar Birô: o lugar é bom, nota 7 para o petisco (e não tem tanta carne e polenta quanto mostram na foto).

Tiro Liro: muito bom o local. Não experimentei o prato, porque não como bacalhau, mas dou nota 4 por ser uma porção individual, do tamanho de uma empada. Petisco, na minha terra, é algo para consumo coletivo, de toda a mesa (e achava que este era um pré-requisito do festival).

Também conheço muito bem o Esquina Grill do Fuad, perto da Folha. Eles pegaram um prato que já existe no cardápio há mil anos, a picanha saralho, e colocaram para concorrer no festival, que preza pelos pratos criativos e exclusivos. A picanha é uma delícia e valeria uma boa nota, mas não acho que isso deveria valer.

Enfim, aproveitem!

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Comida di Buteco chega a São Paulo

O prato do Pompéia Bar: bolinhos de carne à milanesa (ou croquete de carne…).

O Comida di Buteco é hoje um dos eventos turísticos mais tradicionais de Beagá.

Quem diria que começou apenas há 12 anos, com dez bares participantes. Já peguei muita fila para entrar em bar — coisa que não acontece normalmente em Beagá, apenas durante o festival –, já enfrentei vários bares participantes seguidos numa mesma noite, já cheguei a bar onde a cerveja e até o prato concorrente tinham acabado (provavelmente eliminado nas edições seguintes).

O evento foi se profissionalizando cada vez mais, os pratos foram ficando mais elaborados e, aliás, com menos cara de comida de buteco. Mas comi muita comida gostosa e tomei muita cerveja gelada por conta do festival.

Uma das primeiras matérias que publiquei na “Folha” foi sobre o Comida di Buteco. A pauta: apesar de o evento estar chegando ao fim, muitos butecos mantêm os pratos em seus cardápios e é possível experimentá-los sem fila. Prática que eu já adotei várias vezes, diga-se 😉

Um dos textos da matéria, publicada no caderno de Turismo, tentei escrever de um jeito mais solto, com cara de crônica, pura memória afetiva da minha cidade recém-trocada. Dá para lê-lo na Folha Online ainda. Não sei se fui fiel ao sentimento dos outros belo-horizontinos.

Neste ano me assustei ao ver que já chegou à 12ª edição e está presente em 16 cidades, algumas tão distantes quanto Manaus, Belém, Fortaleza e Salvador.

E São Paulo ganhou, finalmente, sua primeira edição, que vai até 1º de julho. São 49 butecos participantes.

Ontem estive em um deles, o Pompéia Bar, que tem mesas na calçada, como em Beagá. O lugar é bastante agradável, a comida é gostosa, mas achei o prato concorrente fraco: basicamente, croquetes de carne. Vem apenas seis na porção e, se não me engano, custam R$ 24,90. Gostei mais do caldinho de feijão (feijão preto! Como é raro achar aqui em São Paulo!), que vem com três pimentas e dois pãezinhos com alho, a R$ 6,90 a cumbuquinha.

Olhando no site dos butecos concorrentes de São Paulo, acho que ainda não pegaram muito bem o espírito da coisa. A maioria dos pratos são bolinhos e pasteizinhos, há pouca criatividade em jogo. Ontem, no Pompéia Bar, nem se lembraram de me entregar o cartão para votar nos quesitos do concurso (se ainda são os mesmos e não me falha a memória, inclui atendimento, temperatura da cerveja, higiene do bar e, claro, nota para o prato principal).

Mas ainda assim vale visitá-los e dar um voto de confiança, já que estão apenas começando no mundo do Comida di Buteco. No primeiro a que fui, eu gostei e voltaria. (E minha opinião, de butequeira de carteirinha, vale muito ;))

Pompéia Bar: **** (muito bom)

$$ (de R$ 25 a R$ 40 por pessoa) — gastei R$ 36, com dois pratos de petisco e o caldinho de feijão, mais os chopps, em conta dividida por quatro.

Nota que dou, segundo quesitos do Comida di Buteco: 6 (faltou caprichar mais na criatividade do prato, que estava gostoso)