Meu hino (secreto) ao mar

Domingo entrei no mar quatro vezes e na última delas cantei meu hino ao oceano, que é um ritual de despedida que tenho com ele, e só ele conhecia até agora 😉

[Sou uma criadora-mor de rituais, um dia vou postar sobre isso]

Foi composto por mim quando eu tinha nove anos de idade, numa vez que chegamos mais cedo a Mucuri, antes de o sol se pôr, e a tempo de eu mergulhar no mar no mesmo dia, na praia deserta.

Hoje fã de rock, blues e jazz, não tenho vergonha de revelar: o ritmo que escolhi na época (auge de Daniela Mercury e Olodum) foi o axé. Bem apropriado para a cidade, né?

Eis a única música que compus até hoje:

“Eu deixo provar um pouco
Eu deixo provar um teco
Eu deixo provar um pouquinho do mar (repete estrofe)
O mar é meu
Eu amo o mar
O mar é meu e eu amo todo o mar (repete estrofe)
Na praia deserta
Só eu dentro d’água
Eu comprei o mar com a moeda do mundo (repete estrofe)
(Repete as duas primeiras estrofes)
O sol é meu
As águas também
Areia de sobra e coco também tem (repete estrofe)
(Repete as duas primeiras estrofes)

Cá pra nós: pra uma menina de nove anos, tá até bom, né? Melhor que muito axé que fui obrigada a ouvir desde então 😀

(O mar adora minha homenagem a ele e retribui me mantendo viva apesar de eu ir nadar lá no fundão. Mas ele dá caldo em quem canta meu hino sem autorização e com o ritmo errado, então cuidado!)

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