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Caio Reiss, o Herman, 25 anos depois

Conversei com o Caio Reiss e ele contou o que fez nos últimos 25 anos, desde o lançamento do filme “Menino Maluquinho”, e relembrou a época das gravações. Leia abaixo (e CLIQUE AQUI se quiser ler sobre os outros personagens).

Caio Reiss, que fez o Herman, em cena do filme lançado em 1995 e hoje.

1. Hoje você mora em qual cidade? Está com quantos anos?

Nasci em BH e continuo vivendo por aqui, cidade que gosto muito, especialmente pelo clima (não tão quente como em tantos outros lugares do país). Estou com 35 anos. Na época do filme comemorei o aniversário de 10 com o elenco!

2. Nesses 25 anos você chegou a trabalhar como ator em algum outro momento? E hoje trabalha com quê? Conte um pouquinho da sua jornada profissional.

Antes do filme eu fazia teatro amador, mas depois do Maluquinho não fiz quase nada artístico. Fora uma propaganda de televisão para uma loja de roupas infantis. Participei de alguns testes, mas não foi pra frente… Hoje sou bibliotecário e trabalho no Acervo da TV Globo, o maior acervo de imagens da América Latina! É um grande prazer catalogar, tratar, guardar e cuidar muito daquilo que é um bocado da história nacional, e até internacional!

3. E como anda a vida pessoal? Já é casado? Tem filhos? O que aconteceu de mais marcante nos últimos 25 anos? E nos últimos 5, desde a última vez que nos falamos?

Sou casado há quase 7 anos com a Bruna, para mim, minha “Bu”. Rsrsrs. Como sou judeu, sem dúvida, de todos estes anos, o que mais me marcou foi ter visitado, lá no ano de 2003, Israel e também os campos de concentração nazistas, entre eles Auschwitz, que foram preservados após a Segunda Guerra, alguns deles pelos quais meus avós paternos passaram, e sobreviveram até chegarem ao Brasil. É de arrepiar a capacidade da maldade do ser humano. E é curioso, né? Eu ter feito o papel do Herman, o alemãozinho do Ziraldo! Sobre os últimos cinco anos, puxa, nasceu minha filhota Stella, uma menina linda e sapeca, por quem eu sou completamente apaixonado. Ela tem quase 3 aninhos.

4. O que achou de ter participado do filme na época, quando criança, e hoje, já adulto, 25 anos depois? Que mensagem gostaria de deixar sobre o filme neste aniversário de 25 anos?

Eu sinto orgulho de ter participado um pouquinho da história do cinema nacional! Sobretudo sobre um livro do Ziraldo, tão famosos ambos… É também um belo registro da minha infância, que gosto de contar, em especial, para as crianças com que convivo. Essa obra do cinema é importante pra mostrar pras crianças como foi livre e leve aquela infância de décadas passadas, da imaginação, da criação, das brincadeiras na rua, e não como hoje, que vem tudo pronto pra você. Não se pode perder essa magia!
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