Uma metáfora ensolarada, assim como Kate Winslet

Para ver no cinema: RODA GIGANTE (Wonder Wheel)
Nota 8

O título original deste filme de Woody Allen, em cartaz nos cinemas, é muito mais interessante que a tradução simplista para o português. Wonder Wheel não é apenas uma roda gigante, é uma roda das maravilhas, admirações, assombros e perplexidades da vida. Que calha de acontecer no cenário de um parque de diversões, com uma grande roda-gigante ao fundo. Esta roda é boa metáfora para o sobe-e-desce da vida, para nossos ápices e quedas, para os momentos em que nos sentimos no topo do mundo e aqueles outros em que parecemos soterrados por uma imensa estrutura de ferro cheia de pessoas sobre nossas cabeças.

Pois bem, podemos simplificar mais ainda dizendo que esta metáfora cobre bem a trama do filme. Como em outros filmes de Woody Allen, há um pequeno fator inusitado na trama, mas, de resto, trata-se de uma rotina que conhecemos de outras tramas, ou de outros humanos com que convivemos. É o quarteto que envolve marido e mulher, pai e filha e o forasteiro, o amante. Que pode envolver também um triângulo amoroso. Enfim, o quarteto que, sozinho, já constituiu milhares de tramas na literatura e no cinema (e nas telenovelas etc). Continuar lendo

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