Comigo acontece direto. Conheço uma pessoa e, imediatamente, desgosto dela. Crio antipatia por seu jeito, à primeira vista. Ou por como se comunica, ou por como me olha de volta, perscrutando minha própria simpatia. Ou pelo humor, que é a característica mais importante de uma pessoa.
Eu já ia entrar naquele parágrafo que diz que os espíritas devem ter explicações para essa antipatia à primeira vista, que devem se encontrar em outras vidas do passado, não fosse um porém: quase sempre mudo de ideia à segunda vista.
Tão comum como aquela primeira impressão negativa é eu ter segundas e terceiras opiniões positivas da mesma pessoa, ao conhecê-la melhor. O contrário é mais raro, mas também acontece, sempre justificado por uma ponta de decepção ou frustração.
Uma das coisas que aprendi nesta vida comprida é que quase ninguém é 100% bom ou 100% mau. Nem 100% bonito e 100% feio. 100% legal ou 100% chato. Por isso os pré-conceitos (primeira impressão, primeira vista) geralmente são ocos como um chapéu (ainda vou escrever sobre o preconceito mais comum dos nossos tempos — contra os gordos –, porque fiquei indignada ao ler ESTE texto, mas vou ter que esperar por um dia com mais ideias no lugar).
O importante é mantermos a cabeça aberta para a mudança de opinião. Para o conhecimento do outro. Para a segunda e a terceira chances. Se a impressão persistir, afaste-se mesmo daquela pessoa, porque ela não deve mesmo servir para conviver com você. Deve ter aprontado alguma nas tais vidas passadas…
Aliás, tenho um critério muito bom pra essas horas: se a pessoa não gosta de mim, sem nenhum motivo extra pra isso, não merece ser gostada por mim. Fica minha sugestão de critério pra todos, funciona muito bem ;)
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PS. Veja todas as charges das cantadas ineficazes de Timmy clicando AQUI :D






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