Estou lendo o clássico “O Retrato de Dorian Gray“, de Oscar Wilde (imagem acima). Na página 74, das 298, posso dizer que, por enquanto, estou gostando mais ou menos. Mas algumas passagens são muito interessantes, principalmente as reflexões do personagem-filósofo lorde Henry.
Transcrevo abaixo minha favorita até o momento:
— A humanidade leva a si mesma muito a sério. É o pecado original do mundo. Se os homens das cavernas soubessem rir, a história seria diferente.
— (…) Ah, lorde Henry, como eu queria que o senhor me ensinasse a ser jovem novamente.
Por um momento, lorde Henry pensou. Depois, olhou para ela, do outro lado da mesa.
— A senhora, duquesa, seria capaz de se lembrar de algum grande erro que tivesse cometido em tenra idade?
— De muitos, receio.
— Então, cometa-os de novo — ensinou lorde Henry, sério. — Para se recuperar a juventude, basta fazer as mesmas loucuras. (…) É verdade, esse é um dos grandes segredos da vida. Hoje em dia, a maioria das pessoas morre de uma espécie de consenso servil e, quando já é tarde demais, descobre que as únicas coisas de que não nos arrependemos são nossos erros.
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