Fazia tempo que não chegava um texto de contribuição ao blog. Por isso, foi com grande alegria que recebi o e-mail da Midiã Martins, há dez dias. Ela disse: “Hoje tive um feliz encontro com seu blog e devo dizer fiquei impressionada. Ele é fantástico! Envio este e-mail com o intuito de compartilhar alguns dos meus textos para que você possa compartilhá-los lá, caso deseje”.
Infelizmente, deixei meu blog bastante abandonado no último mês, por conta da correria do dia a dia. Por isso, demorei a conseguir compartilhar o texto dela por aqui. E escolhi o texto abaixo não por acaso, mas porque ele conversa muito com este momento em que todos vivemos. As partes grifadas foram minhas favoritas.
Sobre Midiã, só sei que é blogueira desde 2017, paulista e “apaixonada por literatura, ciência e pessoas”. Visite seu blog e leia mais textos dela AQUI.
A seguir, o texto que escolhi para compartilhar com todos:

Hoje não é tarde
“A gente faz planos, mas não pode controlar o mundo. Há poucas coisas nessa vida que nos fazem sentir acalentados.
A gente nunca sabe quando vai ler aquele texto, quando vai receber aquela mensagem, quando vai dar aquele abraço, quando vai encontrar aquela pessoa, ou quando vai viver um momento especial. E, em meio a dias velozes como os de hoje, parece que esses momentos se afugentam de nossas vidas.
É claro que podemos passar a vida inteira nos perguntando quando eles irão acontecer, tentando predizer sua chegada. No entanto, seria muito mais simples se apenas estivéssemos prontos a recebê-los a qualquer momento, ou melhor, a fazê-los acontecer. Hoje não se precisa de muito para encontrar alguém querido, as bibliotecas são cada dia mais acessíveis e as distâncias cada vez menores.
Porém, estamos cada vez mais munidos de acessos e essa sensação de liberdade exacerbada parece querer nos engolir. Um dia a mais passa a ser um dia a menos, e a cada minuto parece que deixamos de viver.
As coisas pequenas deixam de ser vistas e a beleza da simplicidade é ignorada. Poucas vezes olhamos para o céu, raras vezes tomamos chuva e menos frequentemente ainda sentamos na grama.
Trocamos esses pequenos prazeres por indignações nos transportes, horas nas redes e cargas horárias desumanas. Trocamos as pessoas por confortos e os afetos por hierarquias. Pouco a pouco nos abandonamos e perdemos quem queremos ser.
Então hoje, antes que o dia acabe, mande aquela mensagem, faça aquela receita, tome aquele banho, visite aquela pessoa, cante aquela música, assista àquele filme, escreva aquele texto, dê aquele abraço, faça aquela confissão. Hoje não é tarde demais para se realizar, mesmo que minimamente. Então, dê logo o seu salto e descubra o que te espera depois do precipício, depois da incerteza, depois do medo.”
Você também escreve contos, crônicas, poemas, resenhas, análises…? Envie para meu e-mail e seu texto poderá ser publicado aqui no blog, na seção de textos enviados pelos leitores 😉
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