Em Brasília houve beijaço.
Nas redes sociais, houve beijaço.
Homens beijaram homens, mulheres beijaram mulheres, homens e mulheres se beijaram.
O objetivo das manifestações de carinho era protestar contra o pastor Feliciano, que, afinal, já está-se apagando aos poucos.
Ontem, ao ler a “Ilustrada”, da “Folha”, vi o melhor de todos os beijaços. Os melhores quadrinistas do país, Laerte entre eles (que, como se sabe, é transgênero), aderiram ao protesto político:

Também foi na “Folha” que li o melhor comentário sobre a discussão entre Pastor Feliciano e homossexuais, publicada no “Painel do Leitor”, que partiu de uma evangélica:
“Sou evangélica e Feliciano não me representa!
Ele não tem postura alguma para presidir uma Comissão de Direitos Humanos. Não porque não concorda com o casamento gay ou por outras crenças que ele possui. Afinal, nós, evangélicos, também não concordamos.
Mas o Estado é laico. E sou grata a Deus por ser assim. Quantas atrocidades não acontecem num governo que está envencilhado à religião. Assim como eu tenho uma crença e quero ser respeitada, o meu próximo também quer.
Concordo totalmente com Frei Betto (“Infelicianeidade”, Tendências / Debates, 12/4), Cristo jamais condenou ou expôs qualquer pessoa. Se os africanos possuem uma maldição, o que somos por compactuar com a escravidão no Brasil? Benditos?
Daniela Gattermaier Azevedo (Guarulhos, SP)”
Aplaudo os protestos inteligentes, como este feito pelos cartunistas e pela Daniela Azevedo. E mantenho aqui meu protesto contra os que partiram para a agressão, se igualando ao pastor.
O mundo está mudando para melhor — que as formas de protestar contra os problemas acompanhem esse progresso.





Deixe uma resposta