Recebi o poema abaixo do leitor Ângelo Novaes, que já havia contribuído com outro poema, publicado em agosto. Para reflexão:
Àqueles que, nas cadeias, vão traindo,
Concede o Criador o sono eterno:
Privados do convívio dos mortais
Nas artes de um comparsa mais atento.Não espanta que a cadeia dos que traem
Alcance, nos palácios, vasto palco.
Dos pares sem temer a própria sorte,
Infensos ao juízo dos comuns.Nutridos nas secretas delinquências
Das artes dos discursos e das penas,
Preparam, ocultos, as minúcias
Das tramas que cercam sobre nós.Julgando-se invisíveis aos demais,
Esquecem o que o destino lhes reserva:
Sem sono, a companhia dos canalhas,
Num palco que o tempo desabou.
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