Já falei aqui outras vezes: adoro histórias de detetives. Sou fã do Sherlock Holmes, do Hercule Poirot, do inspetor Maigret, da Miss Marple, além de outros que não necessariamente ganharam longas séries de livros.
Talvez o mais legal, que descobri tardiamente, seja o Nero Wolfe, detetive criado pelo escritor norte-americano Rex Stout, que protagonizou mais de 70 histórias.
Já li uns quatro livros com Wolfe, um detetive particular obeso, com mais de 150 kg, que nunca sai de casa, é metódico até falar chega, ama tomar cerveja e cuidar de suas orquídeas.
Para resolver os crimes, conta com a ajuda do assistente Archie Goodwin, que, como Watson já fazia, também é o narrador das histórias, em primeira pessoa.
A diferença é que Archie não é nenhum incompetente que depende cegamente das ordens de seu chefe. Ele é bastante perspicaz também, bastante ousado e, o melhor de tudo, engraçadíssimo. Seu jeito de narrar a história é muito bem-humorado, permeado por ironias, piadas e cantadas. Ótimo narrador.
Todos os livros que li dele, até agora, tinham enredos interessantíssimos, que vão muito além do suspense do quem-matou-a-vítima. Este último, por exemplo, “A Segunda Confissão”, envolve política, espionagem, uma rede de criminosos e, como não poderia deixar de ser, um círculo mais restrito de pessoas comuns que bem poderiam ser suspeitas. Apesar de envolver tanta coisa, o texto termina amarradíssimo, sem pontas soltas.
Fica a dica ;)






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