Cresci numa casa abarrotada de livros. Nos armários, todos os armários, nas caixas. Eu mesma criei uma “biblioteca” improvisada, com uma caixona de leite, onde colocava vários livros, e que deixava debaixo da minha cama. Tínhamos uma coleção imensa da Barsa, livros grandes e vermelhos, onde pesquisávamos as coisas para a escola, naquele mundo pré-Google. Família inteira, principalmente meus pais, sempre leu muito. Cada um enfurnado em seu canto, viajando por seu mundo literário do momento.
E, nesse ambiente, é impossível que eu tivesse crescido sem adorar ler. Leio o dia inteiro, literalmente. E, chego em casa à noite, olhos ardendo, em busca do meu livro do momento. Ou seja, leio pra descansar, assim como leio pra aprender e leio pra trabalhar. A leitura supre quase todas as necessidades. Me desapego rapidinho de roupas, que dispenso em várias doações ao longo do ano, mas é difícil eu me desapegar de algum livro.
Assim, quando eu tiver filhos, é muito provável que eles aprendam a amar os livros, como aprendi com meus pais superleitores. E, se você quiser que seus filhos adquiram o mesmo hábito, comece por moldar o espelho: leia bastante, pra que eles peguem o exemplo ;)
Quem dá essa dica de ouro nem sou eu, mas o grande Liniers, um dos melhores cartunistas do mundo. Vejam só uma tirinha que saiu em seu site nesta semana:

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