– Quando eu machuco, como que o sangue sai, se ele fica guardado dentro da veia?
Ele também está curioso sobre a morte. Um dia, falei com ele que, quando a gente morre, vira estrela. É um jeito poético de encarar a coisa, como todos sabem. E ele:
– Então antes não tinha estrela nenhuma no céu e aí as pessoas foram morrendo e ele foi ficando estrelado?
E também já faz suas perguntas sobre como ele foi parar dentro da minha barriga antes de nascer. Um dia, falei que o papai tem uma sementinha e eu tenho outra sementinha e, juntas, elas formam um bebê. Daí ele lascou:
– A semente que você tem aí dentro deve ser de fruta, né?
Mineira de Beagá, escritora, jornalista desde 2007 (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), dona da empresa Kikacastro Comunicação desde 2022, blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.