Hoje eu estava voltando do trabalho pensando como tenho uma péssima característica para uma repórter: quando estou caminhando na rua, olho para o chão e geralmente fico absorta em meus pensamentos, sem prestar atenção a nada que se passa ao redor. Com isso devo perder umas 15 pautas por dia, nas minhas caminhadas fora do “horário de trabalho” (?).
Ao pensar nisso, olhei para uma das poucas frestas que havia entre os prédios e, surpresa!, lá estava ela, gigante, redonda, de branco brilhante: a lua cheia!
Eu adoro a lua. Já deu pra notar que sou toda romântica e abestalhada, então adorar a lua é só uma obviedade, né? Mas adoro mesmo, observá-la, mandar mensagens às pessoas para que prestem também a atenção, acompanhar suas fases. Gosto dela “vazia” também, tipo sorriso do gato-que-ri da Alice. Adoro a lua amarelada recém-nascida.
E a lua me lembra uma música da minha infância, cantada pelos meus pais, especialmente pela minha mãe, que tem uma voz muito doce e gosta de cantarolar enquanto faz qualquer tarefa.
É a música “Deixa a lua sossegada”, de João de Barro e Alberto Ribeiro.
A parte que mais me intrigava, quando eu era criança, era o final, porque eu desconhecia aquelas três palavras carioquíssimas: “O beijo começava no Flamengo, continava no Realengo e terminava no Leblon-blon-blon”. (O “blon-blon” do final era por minha conta e, ouvindo a original agora, descobri que a ordem dos bairros estava errada :D)
Hoje fiquei com saudade dessa música, procurei no Youtube e, obviamente, lá estava ela. Pra melhorar, trata-se de uma marchinha bem animada de Carnaval, daquelas que fazem o Carnaval ser realmente legal, e, como vou para o Rio em breve, já deixo aqui para entrarmos no clima:






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