
Hoje (ou ontem, né) saiu uma matéria muito legal na Folha, sobre a história do primeiro e mais jovem embaixador negro de carreira no país, Benedicto Fonseca Filho.
O mais legal do depoimento dele, além de sua história pessoal, são as reflexões que ele faz sobre o conceito político e social de raça, que sempre defendi que existe no Brasil.
Um trecho:
“Os críticos das cotas têm uma contribuição que não é irrelevante. Eles dizem que, cientificamente, não há raças, não há diferenças entre brancos e negros.
É uma desmistificação para quem acha que há diferenças intrínsecas. Mas há uma falha no argumento. Do ponto de vista humano e das relações sociais, existem diferenças.
Basta ver os índices sociais, condições de saúde e de moradia para ver que existe um problema. Isso não é tratado de maneira séria e aprofundada [pelos críticos].
Nosso país tem muitos passivos. A preocupação social e racial tem que andar lado a lado. Ou deixamos as coisas acontecerem, ou tentamos uma intervenção. O assunto não pode ser jogado para debaixo do tapete.”
Leia toda a matéria AQUI, vale a pena.





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