Um poema para os que ainda acreditam num ‘coração do Brasil’

Arnaldo Antunes, um gênio. Um dos maiores poetas do Brasil. Um dos maiores conhecedores da nossa língua portuguesa (e olha que ouvi isso do Pasquale Cipro Neto). Um ser político, e não apolítico, como tantos por aí. Nos presenteia, aos que ainda acreditam num “coração do Brasil”, com este poema tão importante, tão eloquente, antes que seja tarde demais. Ouça/leia/compartilhe:

Ainda é tarde de menos. Podemos todos votar contra a institucionalização da barbárie de Bolsonaro, do capitão que até o Exército expulsou de seus quadros. Do sujeito que, pela primeira vez, corre risco de ser eleito sem participar de debates nem apresentar propostas, mas apenas inventando mentiras (“fake news”) para arregimentar um exército de fanáticos. Que, aliás, já promove a barbárie antes mesmo do segundo turno. Segundo a Agência Pública, já são pelo menos 50 ataques de bolsonaristas, principalmente contra mulheres e negras. E o “mito” covarde nem vem a público repudiar esses crimes cometidos em seu nome. Claro, porque compactua com eles. Imagina quando estiver no Palácio do Planalto… A porteira da bestialidade será aberta de vez.

#BolsonaroNão #DemocraciaSim #DireitosCivisSim #LiberdadeDeImprensaSim #LiberdadeDeExpressãoSim #DeixemOBrasilEmPaz #PeloFimDaBoataria #FakeNewsÉCrime #HaddadÉNossaMelhorEsperança

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Para Bolsonaro, assassinatos autorizados pela ditadura foram apenas ‘tapa no bumbum do filho’

Texto escrito por José de Souza Castro:

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), capitão do Exército e candidato da extrema-direita às eleições presidenciais de outubro, comparou na manhã de hoje as execuções feitas durante a ditadura militar a um “tapa no bumbum do filho”.

A declaração foi feita em entrevista à Rádio Super Notícia, de Belo Horizonte, em que o candidato procurou desmerecer o documento escrito por um diretor da CIA, William Colby, em 1974, e revelado agora: “Voltaram à carga. Um capitão tá pra chegar lá. É o momento”, disse, referindo-se à possibilidade de ser eleito presidente da República em outubro.

“Quem nunca deu um tapa no bumbum do filho e depois se arrependeu? Acontece”, justificou Bolsonaro.

Não é o que pensa o Instituto Vladimir Herzog sobre o documento da CIA que revelou ter o general Ernesto Geisel aprovado a continuidade de uma política de execuções sumárias dos que ousavam se manifestar contra a ditadura militar. Para o instituto, essa comprovação torna urgente a revisão da Lei da Anistia, que perpetuou a impunidade.

Liberado somente agora pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o documento afirma que Geisel teria orientado o então chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações), general João Baptista Figueiredo, a autorizar pessoalmente os assassinatos. Em nota divulgada ontem, o Instituto Vladimir Herzog afirmou:

“Apesar de não haver nenhuma surpresa, essa é mais uma prova de que não houve porões da ditadura, e sim uma política de Estado de terror, desaparecimentos forçados e assassinatos”. Acrescenta que é dever do Estado “investigar, processar, julgar e reparar as gravíssimas e generalizadas violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar”.

E reforça:

“A anistia concedida a agentes públicos que ordenaram detenções ilegais e arbitrárias, torturas, execuções, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres – como o documento do Departamento de Estado dos Estados Unidos atesta – é incompatível com o direito brasileiro e a ordem jurídica internacional, pois tais crimes, dadas a escala e a sistematicidade com que foram cometidos, constituem crimes contra a humanidade, imprescritíveis e não passíveis de anistia.”

Diante do documento da CIA, principal agência de espionagem dos EUA, “torna-se inaceitável”, acrescenta, “a explicação, que até hoje tem sido adotada pelas Forças Armadas, de que tais violações se constituíram em alguns poucos atos isolados ou excessos, gerados pelo voluntarismo de alguns militares”.

Ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira – um comunista sobrevivente da época das execuções e hoje membro destacado PSDB paulista –, o filho do jornalista Vladimir Herzog, Ivo Herzog, escreveu ontem pedindo que seja solicitada ao governo dos Estados Unidos a liberação completa dos registros realizados pela CIA. “Uma Nação precisa conhecer sua história oficialmente para ter políticas públicas que previnam que os erros do passado se repitam”, argumentou.

Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura quando foi preso, torturado e assassinado no dia 25 de outubro de 1975, nas dependências do DOI-Codi, dentro do quartel-general do II Exército, em São Paulo. Os torturadores tentaram, sem sucesso, fazer crer que ele havia se suicidado, enforcando-se em sua cela. Herzog se apresentara para se defender, depois de acusado de atuar em atividades “subversivas” do Partido Comunista Brasileiro.

Não há ainda resposta do Itamaraty a Ivo Herzog, mas o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, saiu à tarde em defesa das Forças Armadas:

“As Forças Armadas brasileiras são um ativo democrático que o país hoje tem e isso, evidentemente, não é tocado por uma reportagem. Chamo a atenção: não temos acesso a documentos oficiais e isso só poderá ocorrer, ou seja, um pronunciamento oficial, quando tivermos acesso direto a esses documentos”, disse o ministro em entrevista à imprensa.

Voltando ao capitão do Exército e candidato à Presidência da República que aparece bem nas pesquisas eleitorais. Na entrevista à rádio do prefeito de Betim, Vittorio Medioli, Jair Bolsonaro lembrou a Guerrilha do Araguaia massacrada pela ditadura militar:

“Se tivéssemos agido com humanismo ao tratar esse foco de guerrilha, teríamos no coração do Brasil uma Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). E graças aos militares daquela época, não temos”.

E completou:

“Esse pessoal que disse que matamos naquele momento, que desapareceu, caso estivesse vivo por um motivo qualquer, estaria preso acompanhando o Lula lá em Curitiba. Essas pessoas não têm qualquer amor à democracia e à liberdade. Eles querem o poder absoluto”.

Pergunta que não quer calar: E Bolsonaro, ele tem “qualquer amor à democracia e à liberdade”?

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Viva! Blog atinge a marca de 2 milhões de visitas!

Sabe o que passou totalmente batido por mim na semana passada?

Que este blog querido, que é apenas um hobby, já atingiu a marca de 2 milhões de acessos únicos!

São contados apenas os acessos, fora os leitores que recebem o blog no email ou no feed, diariamente, e não precisam clicar no site para ler seu conteúdo. Também não são somados os acessos recebidos na “sucursal” do blog, no portal da Canguru.

Estou feliz até não poder mais, mesmo sabendo que esse número é fichinha para muitos blogs, com contabilizações diárias na casa dos milhões. Afinal, eu mal tenho tido tempo pra me dedicar a este hobby, mas sigo com ele, postando sempre que posso.

Não ganho nenhum centavo com o blog (na verdade, gasto um pouco, por causa do WordPress premium), mas ganho a satisfação de colocar a cuca para funcionar e liberar o verbo sempre que me dá na telha, num espaço só meu e do meu pai, que está aberto a falar de política, cinema, música, literatura, viagens, gastronomia e de tudo o mais que me encanta e alenta.

Estas estatísticas são minha recompensa, meu pequeno troféu. Por isso, me perdoem se pareço besta demais por ficar soltando fogos de artifício. É que, para mim, este é um número bão demais da conta! 😀

Obrigadíssima, queridos leitores que me dão o privilégio de ver vocês aparecerem por aqui! Obrigadíssima em dobro aos que assinam o blog para receber os posts por e-mail gratuitamente! Obrigadíssima em triplo aos que participam, comentam, contribuem com ideias e compartilhamentos. Vocês me dão fôlego para escrever depois de um dia inteiro de trabalho, de cuidados com um bebê, na hora em que eu já deveria estar dormindo 😉 Vida longa ao blog e a estes leitores incríveis! ❤

E que venha o terceiro milhão! 😀

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7 anos de blog em 7 estatísticas

Este blog anda tão abandonado, e eu tão sem tempo/disposição para atualizá-lo, que, pela primeira vez desde que foi criado, eu não lembrei com antecedência que é no dia de Natal que o blog faz aniversário. Nem deixei pronto, com antecedência, o tradicional post de estatísticas para celebrar a data.

Fiquei até pensando se valia a pena publicar este post. Pela primeira vez, em sete anos, tenho certeza que as estatísticas serão de queda abrupta em todos os quesitos: número de postagens, número de acessos, número de assinantes, quantidade de upgrades e tal e coisa.

O blog, que nasceu como o hobby despretensioso, mas já chegou a ser quase profissional — com posts diários, escritos por mim e pelo meu pai, com sucursal no portal O Tempo, no Brasil Post e na Canguru, com páginas em todas as redes sociais etc –, hoje volta a ser apenas um hobby com atualizações esporádicas, para quando dá saudade de desabafar qualquer texto, sobre qualquer assunto, num espaço que é exclusivamente de nossa autoria, sem outro dono além de mim e do meu pai.

Como disse logo na primeira linha deste post: falta tempo e disposição. Acho que por vários fatores. Profissionalmente, estou numa função que toma muito do meu tempo/disposição, como acho que em nenhum outro momento anterior da minha carreira. Pessoalmente, meu pequeno Luiz me toma muito tempo/disposição, como é normal que todos os pequenos de 2 anos façam (e é bom que seja assim). Isso sem falar que ando mais cansada, durmo muito mais e mais cedo, distante de ser aquela “bomba-atômica” que já fui há dez anos. Fora isso, meu estado de espírito com os assuntos que mais povoam este blog, que são a política nacional, o jornalismo e os demais temas de interesse geral do noticiário, está num desânimo imenso. Na maioria das vezes, sinto que estou apenas escrevendo um texto para que meia dúzia de pessoas que pensam exatamente como eu leiam. Qual o propósito disso?

Enfim, tudo isso para dizer por que o número de posts do blog caiu drasticamente neste ano, especialmente neste segundo semestre. Cheguei a cogitar fechar o blog, mas aí eu ficaria sem esse refúgio para os textos esporádicos, para os (cada vez mais raros) dias de inspiração. Meu pai também ficaria sem o espaço para postar sobre coisas de que a maioria das pessoas nem falam, como o sucateamento da Petrobras. E isso é ruim. Então, deixemos o blog no ar.

Hoje este espaço celebra sete anos de vida. Foi no dia 25 de dezembro de 2010 que, numa caminhada com meu pai pela Praça da Liberdade iluminada de Natal, resolvi voltar à blogosfera com um espaço autoral (eu já administrava a página Novo em Folha, da Folha de S.Paulo, mas ela é da Editoria de Treinamento do jornal). De lá pra cá, muitas coisas mudaram na minha vida: mudei de emprego três vezes (saí da Folha, fui para o G1, para O Tempo e para a Canguru), mudei de volta de São Paulo para Beagá, mudei de casa outras três vezes, conheci meu atual marido, tive o Luiz. Não é à toa que o perfil do blog também foi mudando: de mais engajado com a política e mais musical e mais cinéfilo a, hoje, mais maternal, em todos os sentidos.

Bom, seja como for, eu gosto de aniversários e este blog merece ter sua comemoração, abandonadinho ou não. Vamos às tradicionais estatísticas: Continuar lendo

Fim das miniférias

Foto: CMC

Vocês devem ter notado (espero, risos) que este blog estava muito paradão, mesmo com o país pegando fogo, pra variar. É que saí de férias e as férias foram curtinhas (uma semaninha), então saí correndo, esbaforida, sem nem passar aqui para me despedir. Volto hoje para avisar que, para compensar, as férias encheram minha cuca de novas ideias de posts, que serão compartilhados por aqui nos próximos dias.

Enfim, voltamos à programação normal a partir de amanhã, começando com post do meu pai 😉

 

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