Cinco documentários de Eduardo Coutinho

Leo Lara/Divulgação

Leo Lara/Divulgação

É trágico, digno de um filme, o modo como o cineasta Eduardo Coutinho, 80, morreu — se a versão policial estiver correta, e seu filho, que seria esquizofrênico, tiver assassinado o pai a facadas, ferido a mãe e depois tentado se matar. A mãe se trancando no banheiro para ligar para outro filho e pedir ajuda. E todas essas pequenas lacunas que ainda carecem de investigação e confirmação na Justiça. Um drama familiar muito triste.

Para nós todos, Coutinho era só um dos documentaristas mais brilhantes do país. E de repente se viu personagem de uma crônica policial. Quem há de entender as famílias?

Pensei em escrever este post com a cabeça ainda cheia de caraminholas. Esfriou. Deixo aqui apenas algumas produções importantes de Coutinho, que achei na íntegra no YouTube, para que sua obra seja conhecida por mais pessoas.

Bom proveito:

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6 comentários sobre “Cinco documentários de Eduardo Coutinho

  1. De Alberto Dines na abertura do Observatório da Imprensa (na TV), hoje:

    “Na série de especiais dedicados aos 15 anos deste programa tivemos uma figura extraordinária, uma das vozes mais veementes e críticas do cinema nacional, da mídia nacional, da cena cultural brasileira, infelizmente pouco ouvida, mas quando ouvida, incômoda.

    Na semana passada, tivemos o privilégio de reviver aquele empolgante encontro com o cineasta Eduardo Coutinho, o homem-verdade. Hoje, uma tragédia nos impõe a obrigação de ressuscitá-lo com toda a sua grandeza, nobreza, vitalidade. Suas convicções e, sobretudo, sua independência.

    Veterano jornalista da mídia impressa e profissional de TV, Eduardo Coutinho encarna a nossa mídia, é o seu ícone e não apenas pelo sangrento desfecho do domingo (2/2).

    Nas homenagens que a imprensa prestou não se lembrou uma das suas obras mais recentes: um painel documentário de dezenove horas. Sim, você ouviu corretamente: 19 horas. Um retrato arrasador da TV brasileira exibido uma única vez para trezentos privilegiados numa versão de noventa minutos.

    Se a mídia brasileira pretende prestar uma homenagem sincera a Eduardo Coutinho deve movimentar-se e autorizar a exibição deste monumento cinematográfico. Será uma demonstração de maturidade e grandeza de uma indústria que raramente assume o seu papel de inspiradora de superações e avanços.

    Com a palavra, Eduardo Coutinho, um cabra marcado para viver.”

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  2. Outro que vale muito a pena! Trata-se do documentário “proibido” do coutinho chamado Um Dia na Vida, uma colagem de gravações de seis canais abertos de tv durante 19 horas de um mesmo dia. Vazou logo após a morte do mestre. O documentário nunca havia sido lançado graças a dificuldade de conseguir autorizações de todos os figurados no doc. Uma obra prima do cinema mundial.

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